
O advogado Ygor Nasser Salmen, que defende o empresário Danir Garbossa envolvido na confusão no Hipermercado Condor, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (6) que imagens foram omitidas do episódio. Segundo ele, outros registros revelariam que o vigilante disparou mais de duas vezes e que seu cliente foi expulso de forma “humilhante” do estabelecimento.
“As imagens que foram apresentadas estão editadas. São imagens selecionadas que induzem a população a erro, mostrando uma pessoa descontrolada, entrando e agredindo gratuitamente”, defende o advogado.
Salmen conta que Garbossa chegou a ir até os fundos do hipermercado, onde fica a padaria, e que uma funcionário se recusou a atendê-lo por conta do não uso da máscara. Após isso, ele teria sido convidado a se retirar, mas não atendeu ao pedido e assim teria sido expulso à força do local, “de forma vexatória e humilhante”. Segundo ele as imagens divulgadas mostraram apenas a segunda tentativa do empresário em entrar no estabelecimento.
O advogado continua afirmando que uma câmera em frente ao local onde aconteceu a confusão mostraria que o vigilante reagiu de forma exagerada e usou a arma mais de duas vezes. “Em frente ao local da briga, existe uma câmera que tem que mostrar onde estão os disparos. Por que esta câmera não foi apresentada? O segurança disse que deu apenas dois tiros, mas é mentira. Ele vai responder por fraude processual. Ele deu mais que dois disparos e a história que meu cliente tentou pegar a arma dele também é mentira. Houve excesso. Um cara despreparado que atirou para matar”, acusa Salmen.
A reportagem procurou o hipermercado para se posicionar sobre as declarações do advogado e aguarda o retorno.
Defesa da fiscal de loja
O advogado Igor José Ogar, que representa a família da fiscal de loja que morreu na confusão, disse em entrevista nesta terça-feira (5) que espera que Garbossa responda pela morte em júri popular. Para o advogado, Garbossa assumiu o risco de matar outras pessoas ao agredir o vigilante com a arma exposta para cumprimento de sua atividade.
“Ele está respondendo por homicídio culposo hoje, mas esperamos que isso mude e ele passe a responder por homicídio doloso, com dolo eventual, já que assumiu um risco de produzir o resultado de morte de outras pessoas. Esperamos encontra-lo no júri para que tenha uma condenação digna pelo que cometeu”, disse Ogar.
O advogado de Garbossa afirma que o empresário não está sendo investigado por homicídio. O inquérito policial deve ser finalizado nesta sexta-feira (8).










