
Após o anúncio de fechamento na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, trabalhadores da Petrobras decidiram entrar em greve a partir do próximo sábado (1°). A paralisação foi definida em assembleias realizadas por 13 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A Petrobras já foi comunicada sobre a greve.
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR), Santiago dos Santos, informou que a categoria segue na resistência para tentar impedir o fechamento da fábrica. “Estamos tentando chamar visibilidade para o problema que o fechamento vai impactar, tanto economicamente, quanto socialmente. O sistema Petrobras como um todo irá entrar em greve contra essas demissões em massa, pedindo para que a empresa crie alternativas”, disse.
Ao longo da manhã desta quarta-feira (29), a categoria realiza uma manifestação na Praça Central de Araucária e distribui 1,5 tonelada de feijão. O objetivo, segundo o sindicato, é mostrar para a população os impactos negativos do fechamento.
A decisão de fechar a fábrica foi tomada no último dia 14. Segundo a empresa, o encerramento das atividades foi necessário pelos recorrentes prejuízos desde que foi adquirida, em 2013.
“Não está preparada”
Para a procuradora do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), Cristiane Sbalqueiro Lopes, a Petrobras não está preparada e munida dos estudos necessários para tomar a decisão de fechar a Fafen. Um inquérito foi aberto para investigar o processo de encerramento das atividades da subsidiária. “Saltou aos olhos que muitos elementos cruciais para a tomada dessa decisão, não tinham sequer sido aventados. Por isso, digo que a Petrobras não está preparada para adotar uma decisão desse tipo”, disse Lopes.
Em audiência realizada na última sexta-feira (24), o MPT solicitou um planejamento detalhado do encerramento das atividades da fábrica, abordando aspectos ambientais e sociais.










