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Assassinato de gerente de banco executada diante do neto completa dois anos sem solução

A família da gerente de banco Valdeliz Alberti Baumel, assassinada diante do neto de seis anos em 2016, está até hoje sem respostas. No próximo sábado, dia 14 de abril, o crime completa dois anos e, até o momento, ninguém foi preso ou denunciado. Valdeliz foi morta em frente de casa, no momento em que saía para levar o neto à escola, no Distrito de Pirabeiraba, na zona Norte de Joinville (SC). Ela foi gerente do Banco Itaú e trabalhou por muitos anos em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Na época do crime, o ex-genro de Valdeliz foi considerado o principal suspeito. Ela tinha registrado um Boletim de Ocorrência contra ele por agressões à filha. A família não tem acesso às informações da investigação e preocupa-se que o caso seja esquecido sem que a justiça seja feita.

“É uma dor sem fim. Até hoje, ninguém foi responsabilizado. Minha filha foi assassinada diante do neto e ninguém pagou por isso. Não temos respostas, não temos nada”, desabafa Isolda Alberti, mãe da vítima.

Neste domingo, às 9 horas, haverá um culto na Igreja Luterana na cidade da Lapa (RMC), cidade onde vive a família de Valdeliz, para marcar os dois anos da morte de e pedir que o caso não seja esquecido.

Passeata feita pela família e amigos de Valdeliz em abril de 2017, na Lapa – Divulgação da família

Investigação

A Banda B procurou a Delegacia de Pirabeiraba (SC), nesta quarta-feira (11) que informou que todo o inquérito foi conduzido pela Delegacia de Homicídios de Joinville. Lá, foi dito que apenas o delegado Dirceu Silveira Jr poderia fornecer informações sobre o caso, porém, ele está fazendo um curso em Florianópolis (SC) e só volta na sexta-feira (13).

A Justiça decretou o sigilo no processo, por envolver o depoimento de uma criança, neto da vítima, que tinha seis anos quando a avó foi morta. Por isso, a família tem dificuldades em saber como está o andamento do caso. Em abril do ano passado, a informação obtida era de que o inquérito chegou a ser concluído pela Delegacia em Joinville e enviado para o Ministério Público, que teria pedido mais provas à Polícia Civil para fazer a denúncia contra o suspeito do crime. De lá pra cá, tudo indica que nada mudou.

O crime

O assassinato de Valdeliz aconteceu no dia 14 de abril. Ela estava saindo do prédio onde morava, na Rua Olavo Bilac, com o neto para leva-lo à escola, quando foi abordada por um homem. Valdeliz estava no carro quando o assassino armado a mandou sair do carro. Ele deu um tiro na nuca da vítima. Segundo o inquérito policial, o atirador seria o ex-genro, que teria matado a ex-sogra diante do próprio filho.

Apontado como o principal suspeito do crime, o ex-genro da vítima estaria vivendo hoje em Araucária. Em entrevista a um jornal local ele disse que é inocente e que teria provas de que não saiu da cidade no dia da morte de Valdeliz.

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Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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