
Por Andressa Kasecker – Araucária no Ar
O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tem como principais características: falta de persistência em atividades que requerem envolvimento cognitivo, tendência de mudar de uma atividade para outra sem completar nenhuma, atividade excessiva, desorganizada e mal controlada, imprudência, impulsividade e inquietação. Ele aparece normalmente nos primeiros cinco anos de vida. Por culpa das características anteriormente descritas são crianças que geralmente apresentam problemas disciplinares, de aprendizagem e muitas vezes dificuldade de relacionamentos.
Crianças hiperativas chamam muita atenção, desde muito pequenas, por terem um grau de atividade e agitação muito maior que o comum. Parecem também mais intensas emocionalmente, com reações mais fortes – perdem o controle mais facilmente, com mais intensidade, sendo bem mais difícil ajudá-las a se acalmar.
Existem várias possíveis causas para este problema, fatores de risco possíveis são alterações de desenvolvimento (como paralisia cerebral, retardo, certas síndromes genéticas); problemas congênitos (durante a gestação) como pré-eclâmpsia, uso de álcool, fumo e drogas durante a gestação; além de problemas situacionais, como um contexto familiar conturbado, com brigas, agressões ou separação dos pais.
Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtornos acompanha o indivíduos na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.
O tratamento de TDAH deve ser integrado de uma equipe multidisciplinar, envolvendo ações psicossociais e psicofarmacológicas, dependo da intensidade dos sintomas. A intervenção com os pais tem como finalidade capacitar aqueles que convivem diariamente com a criança para que sejam participantes ativos no processo.










