Curitiba

Coren-PR diz que técnica de enfermagem morta por Covid-19 não deveria estar na linha de frente

“Não deveria estar na linha de frente”. As palavras da presidente do Coren-PR (Conselho de Enfermagem do Paraná), Simone Peruzzo, refere-se a morte da técnica de enfermagem Valdirene Aparecida Ferreira dos Santos, de 40 anos, portadora de diabetes e que foi vítima do novo coronavírus no último fim de semana. Ela trabalhava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, e a suspeita é que contraiu a doença tratando de pacientes infectados.

Por meio de nota, a casa hospitalar informou que faz uma triagem em todos os colaboradores e que os enquadrados no grupo de risco foram afastados ou mudaram o local de trabalho. No caso de Valdirene, o hospital disse que não vai passar detalhes do quadro clínico dela, já que o prontuário faz parte do sigilo médico e não pode ser divulgado.

Por sua vez, tanto Coren como a Apenf (Associação Paranaense de Enfermagem) informaram que Valdirene tinha diabetes, portanto do grupo de risco para a doença. “Não deveria estar na linha de frente alguém portadora de diabetes. Isso vale também às pessoas da idade e quem tem hipertensão arterial. Isso vem sido dito diariamente por todos os órgãos, recomendando o afastamento destas pessoas”, disse Simone Peruzzo, do Coren-PR.

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