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Curitiba ganha seu 73º museu, que conta a história da Medicina

Curitiba ganhou mais um museu. Nesta segunda-feira (28), a Santa Casa de Curitiba e a Associação Médica do Paraná (AMP) inauguraram o Museu da História da Medicina do Paraná, o primeiro dos 73 museus de Curitiba e dos 302 do Paraná dedicado a contar a história desta profissão que marcou a trajetória da nossa sociedade desde o século XIX.

O espaço em que fica à mostra todo o acervo é, por si só, história viva. Fundado em 1880, o Hospital de Caridade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba começou a ser construído em 1866 e, embora fosse considerado um grande hospital na época, contava com apenas 160 leitos. Na abertura, o então imperador Dom Pedro II marcou presença.

Agora, não é só a aparência do local que será histórica, mas também o seu conteúdo. Na parte mais antiga do hospital, preservada pelo patrimônio histórico e recentemente restaurada, estão expostas algumas das 35 mil peças que compõe o acervo da Santa Casa/AMP, entre elas equipamentos e instrumentais doados por médicos, periódicos, diplomas, fotos e documentos.

Entre os espaços que podem ser conhecidos pelos visitantes estão a farmácia, com armários e frascos de medicamentos ainda lacrados e uma curiosa placa em que se lê “Pharmacia”, na grafia antiga; a capela; e o sótão, que apresentará um simulacro da sala de enfermagem e de um centro cirúrgico antigos.

O ponto alto da visita tem ainda um elevador do século XIX, o mais antigo equipamento em funcionamento em Curitiba, e o maquinário do relógio situado na torre da Santa Casa – esse relógio, fabricado na Alemanha em 1877, está inativo, mas deve voltar a funcionar em breve.

Além disso tudo, os visitantes também podem conhecer um pouco mais sobre a história de Curitiba e de figuras ilustras, como os médicos. Os visitantes também conhecerão um pouco mais da história da cidade e de figuras ilustres como a dos médicos Dr. Murici, Dr. Vitor Ferreira do Amaral, Dr. Nilo Cairo e do farmacêutico André de Barros, que hoje dão nome a vias importantes de Curitiba.

Para o Provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba e Arcebispo Emérito de Diamantina-MG, Dom João Bosco Óliver de Faria, resgatar a memória médica é fundamental. “Iniciar obras e entidades não é difícil. O desafio está em mantê-las vivas e atuantes ao longo da história. Este Museu faz memória e justiça aos grandes pioneiros que sonharam e projetaram o futuro glorioso da cidade de Curitiba”.

Já o Dr. Ehrenfried Wittig, diretor de Museu da AMP, destaca que essa iniciativa possibilitará às novas gerações ter ao seu lado toda a história da medicina do Paraná. “Poderão entender o quanto e como os colegas de antigamente evoluíram para que tivessem as ferramentas e oportunidades que têm hoje”, diz, acrescentando que o novo espaço terá uma utilidade ímpar na formação destes profissionais.

Visitas começam hoje, mas com agenda
A inauguração oficial do museu aconteceu ontem e a partir de hoje, passará a funcionar de segunda a sábado, das 10 às 19 horas. As visitas, que acontecerão de hora em hora, serão guiadas por historiadores que atuam no hospital e terá duração de até 1 hora e meia, com direito a vídeos explicativos em cada uma das salas ambientes, numa experiência multimídia.
Para marcar sua visita, contudo, é necessário agendamento prévio pelo telefone (41) 3320-3502 ou pelo e-mail museu@santacasacuritiba.com.br. De acordo com o Dr. Ehrenfried Wittig, esta é uma oportunidade de a sociedade compreender como foi difícil a medicina no passado, com medicação pouco eficiente, equipamentos precários e como isso foi avançando ao longo do tempo até os dias de hoje.

Pulmão de aço deve ser atração principal
Um curioso item do rico acervo do novo museu curitibano merece um destaque especial. É um “pulmão de aço”, equipamento que pesa quase meia tonelada e era utilizado em pacientes com insuficiência respiratória por conta da poliomielite, utilizado até meados do século passado no mundo todo.
Dentro dessa máquina, também conhecida como “ventilador de pressão negativa”, e criado na década de 1920 pelo professor Philip Drinker, os pacientes eram colocados numa câmara selada por uma porta de cilindro de metal, podendo mover apenas a cabeça e o pescoço. Para combater a solidão dos pacientes, alguns hospitais chegaram a instalar espelhos que aumentavam o campo de visão, a partir dos anos 1950.

 

Bem Paraná-29/01/2019

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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