Economia

Devido a queda de 60% no número de passageiros, empresas de ônibus estudam suspensão de contratos de trabalho

O transporte coletivo metropolitano está sofrendo as consequências do necessário isolamento social para conter a pandemia de coronavírus. Segundo dados da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), nas primeiras semanas de isolamento houve uma queda de 70% dos passageiros, já nesta semana houve um acréscimo e a baixa está em 60%. Com isso, decisões têm sido tomadas no dia a dia e as empresas já estudam a suspensão de contratos de trabalho de funcionários, uma vez que não estão tendo o lucro esperado para a manutenção da folha salarial.

O presidente da Comec, Gilson Santos, disse que a queda da receita já é sentida. “O mês de março, onde sempre há um acréscimo no número de passageiros, já esteve bem abaixo do que era projetado, o que também deve acontecer em abril. As empresas estão tendo menos receita, mas o mesmo custo fixo com pessoal. A tendência é que elas utilizam a MP de Manutenção de Empregos, que vai suspender contratos, para evitar um colapso. Evitando assim que aconteçam demissões”, explicou.

De acordo com Santos, há cidades em que o transporte público se tornou inviável e está sendo suspenso, mas isso não vai acontecer aqui. “Vamos garantir o serviço, porque muitas pessoas usam o sistema para trabalhar, justamente para garantir que os outros fiquem em casa. Estamos tratando também junto ao Governo do Paraná uma linha de crédito especial ao transporte metropolitano. A gente não sabe como vai ser o amanhã, por isso trabalhamos de uma forma diferente a cada dia para garantir o transporte coletivo aos moradores”, ponderou.

O presidente da Comec confirmou que o impacto tem sido muito grande no transporte coletivo. “Houve uma queda expressiva pelo fechamento do comércio e tudo mais. Nas primeiras semanas tivemos queda de 70% dos números de usuários, agora estamos quase chegando aos 60% no horário de pico. Em outros horários os ônibus estão trabalhando praticamente sem passageiros”, falou.

Justamente por esta falta de passageiros, Gilson Santos pensa em uma alternativa para quando algumas empresas e indústrias voltarem a funcionar. “Estamos tratando para que se busque um horário diferente de trabalho para alguns funcionários. Assim, evitaríamos a lotação no horário de pico, que em algumas linhas estão com horário de sábado, e garantiríamos um melhor funcionamento do transporte”, detalhou.

Como será o amanhã? Me diga quem puder. A música faz um questionamento que ninguém pode responder neste momento. E está sendo assim também para o transporte público.

Banda B

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