Economia

Em Fórum de Desenvolvimento, BRDE debate fundos, marcos regulatórios e biodiversidade

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participou do 11º Fórum do Desenvolvimento, realizado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) nos primeiros dias de abril, em Brasília. O encontro teve como foco os instrumentos de financiamento para desenvolvimento e a ampliação do acesso ao crédito.

No segundo dia do fórum, o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, conduziu um painel sobre fundos garantidores. Este painel contou com a presença de diversas autoridades do setor financeiro, como Michele Azevedo Alencar, gestora do Fundo de Garantia de Operações (FGO) no Banco do Brasil; Luciano Quinto Lanz, gestor do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) no BNDES; Nátany Alves Boldo, diretora de Garantias da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF); Valdir Oliveira, gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional; e Maurício Juvenal, secretário nacional de Ambiente de Negócios do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A discussão entre os participantes centrou-se principalmente na importância desses mecanismos para a mitigação de riscos em operações financeiras, a ampliação do acesso ao financiamento para micro e pequenas empresas e o fortalecimento das políticas públicas relacionadas ao crédito.

Antes do fórum, no dia 31 de março, o BRDE também participou de duas importantes agendas promovidas pela ABDE: a reunião do Conselho Consultivo do Sistema Nacional de Fomento e a Assembleia de Associados da entidade. Durante esses encontros, Heraldo Neves, que é vice-presidente da ABDE, representou o BRDE em discussões sobre o financiamento de longo prazo, a estruturação de fundos públicos e a inclusão de pautas ambientais nas práticas do sistema de fomento.

“Esses encontros evidenciam duas frentes essenciais para o sistema de fomento atualmente: o reforço nas Para o BRDE, esses temas estão diretamente relacionados ao impacto que o crédito pode ter no desenvolvimento regional e nacional”, declarou Heraldo Neves.

No âmbito do Conselho Consultivo, foram discutidas iniciativas de cooperação com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), com o intuito de fortalecer parcerias e facilitar a alocação de recursos em regiões que necessitam de maior capilaridade institucional.

Um dos pontos de destaque foi a apresentação de um estudo sobre governança e inventário de fundos públicos, especialmente focando em fundos soberanos e constitucionais. A consultoria responsável pelo estudo recomendou o desenvolvimento de um marco regulatório que estabeleça diretrizes para governança, transparência, auditoria, monitoramento e avaliação de impacto. A proposta é relevante, especialmente em um momento em que diferentes entidades federativas estão reestruturando mecanismos de financiamento.

Heraldo afirmou: “Uma evolução significativa na agenda legislativa da Frente Parlamentar do Sistema Nacional de Fomento seria a criação de um marco regulatório, que poderia até ser abordado por emenda constitucional, para organizar de forma mais coesa o conjunto de fundos contábeis e financeiros que alocam recursos atualmente. Harmonizar a regulamentação proporcionaria mais força, estabilidade e permanência a este arranjo institucional”.

Este debate também se relaciona a iniciativas mais recentes a nível estadual, como a regulamentação do Fundo Estratégico do Paraná (FEPR), formalizada em 1º de abril pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, visando reforçar a autonomia fiscal do estado e incentivar investimentos de longo prazo.

Outra novidade relevante que emergiu durante a programação do fórum foi o lançamento do Observatório do Crédito Direcionado. Esta plataforma visa compilar dados sobre a carteira, o desempenho e os impactos econômicos e sociais do crédito orientado por políticas públicas. A criação do observatório busca consolidar informações sobre a oferta de crédito direcionado no país e auxiliar na formulação de políticas públicas fundamentadas em evidências concretas.

Na Assembleia da ABDE, o BRDE também teve a oportunidade de compartilhar sua experiência na Coalizão LIFE de Negócios e Biodiversidade, iniciativa do Instituto LIFE que agrega empresas e organizações comprometidas com a questão da biodiversidade nas suas estratégias de atuação.

“Foi de grande importância mostrar, junto à ABDE, a experiência do BRDE na Coalizão LIFE e enfatizar como a questão da biodiversidade pode ser integrada de maneira objetiva nos processos das instituições financeiras. Essa agenda pode promover a convergência entre a conservação ambiental, a estruturação de instrumentos financeiros e a alocação de recursos”, concluiu Heraldo Neves.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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