
O Governo do Estado fortaleceu o programa Mãos Amigas com a entrega de 18 novas vans, realizada nesta segunda-feira (06), que visam agilizar os serviços de manutenção nas escolas da rede estadual. Em operação há 13 anos, o Mãos Amigas é uma das iniciativas mais relevantes do país que utiliza mão de obra prisional para trabalhos de conservação escolar, combinando a ressocialização de detentos com a otimização de recursos públicos.
A inclusão dessas vans faz parte de uma estratégia de expansão do programa, que, em março, começou a atender a região de Apucarana. Com a ampliação da frota, a iniciativa avançará para as regionais de Ivaiporã e Dois Vizinhos. A previsão é de que, ainda no primeiro semestre de 2026, o atendimento também abarque Wenceslau Braz e Pato Branco, beneficiando aproximadamente 100 escolas e mais de 42 mil alunos nessas áreas. Com essas mudanças, o programa estará presente em 21 regiões do Paraná.
A aquisição dos novos veículos, que foi realizada por meio do Paraneducação, é parte de um contrato de R$ 6,4 milhões que se estenderá até 2028. As vans serão destinadas a Núcleos Regionais em diversas localidades, incluindo Curitiba e Região Metropolitana, além de cidades como Cascavel, Campo Mourão e Londrina.
Com a nova frota, as equipes terão maior mobilidade para atender as demandas de conservação e pequenos reparos nas escolas, o que deve resultar em um tempo de resposta menor e uma cobertura de serviços mais abrangente. De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, essa ação melhora a gestão da manutenção escolar, ampliando a capacidade de atendimento e racionalizando os recursos públicos. “A utilização estruturada de mão de obra de pessoas privadas de liberdade na conservação da infraestrutura escolar permite ao Estado uma economia anual superior a R$ 5 milhões, mantendo o padrão de qualidade dos serviços”, ressaltou.
A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, destacou a eficácia do programa Mãos Amigas em proporcionar melhorias significativas na infraestrutura das escolas estaduais. “Essa iniciativa consolidou-se como uma das mais importantes do país, ao integrar a mão de obra prisional aos serviços de manutenção escolar. O modelo ágil de operação permite que o programa atenda a diferentes Núcleos Regionais de Educação em várias regiões do Paraná”, afirmou.
Claus Giovani Andrade Marchiori, que é chefe da Divisão de Programas e Projetos Especiais do Fundepar e gerente estadual do programa, destacou que a renovação da frota é uma grande vantagem. “Agora temos veículos adequados para as necessidades da manutenção escolar, o que garante mais segurança e eficiência, permitindo que mais escolas sejam atendidas em menos tempo”, explicou.
O programa Mãos Amigas envolve a colaboração de pessoas privadas de liberdade na execução de serviços de manutenção nas escolas da rede estadual, contribuindo tanto para a melhoria das instalações quanto para a reintegração social dos participantes. “Esses serviços essenciais incluem a conservação de ambientes, reparos e manutenções preventivas, que garantem segurança e conforto nas edificações. Graças às capacitações, aprimoramos a segurança dos trabalhadores e a qualidade dos trabalhos realizados nas escolas”, complementou Marchiori.
No primeiro trimestre de 2026, 262 instituições já receberam serviços por meio do programa, totalizando 640 atendimentos em áreas como roçada, jardinagem, pintura e pequenos consertos. Durante esse período, 175 pessoas privadas de liberdade estiveram ativamente envolvidas nas atividades.
O programa Mãos Amigas tem se mostrado eficaz ao longo dos anos, unindo ressocialização e um custo-benefício significativo para o Estado, ao permitir que detentos atuem na manutenção das escolas. O superintendente do Paraneducação, Carlos Roberto Tamura, também elogiou os resultados alcançados.
De acordo com a Polícia Penal do Paraná, a iniciativa representa um grande passo na ressocialização, ao ampliar as oportunidades de capacitação profissional e fortalecer os laços familiares dos detentos. Acredita-se que o trabalho realizado melhora a autoestima e prepara melhor os participantes para retornarem à sociedade.
Boanerges Silvestre Boeno Filho, chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da PPPR, ressaltou que, além da possibilidade de remição da pena, os participantes do programa recebem uma remuneração de 75% do salário mínimo, sendo que 80% desse valor é destinado às suas famílias e o restante é depositado em uma poupança, que poderá ser sacada após o cumprimento da pena. “Através do trabalho, os custodiados evitam a ociosidade e se reintegram melhor às suas famílias. Além disso, o programa também proporciona economia para a Secretaria da Educação em relação às despesas de manutenção, possibilitando a expansão da iniciativa”, disse.
Os participantes têm direito à remição de pena conforme a Lei de Execução Penal, podendo reduzir um dia de sua pena a cada três dias trabalhados.
Em 2023, o Fundepar conquistou o Selo Resgata, uma premiação nacional que foi concedida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, em reconhecimento a iniciativas que promovem a responsabilidade social e o trabalho no sistema prisional. A entrega das vans também visa aumentar a segurança no transporte das equipes e dos equipamentos, além de otimizar a logística do programa, que é executado de forma integrada entre Paraneducação, Fundepar, Secretaria de Educação e Secretaria da Segurança Pública (Sesp).
Fonte:: parana.pr.gov.br










