
Uma ex-funcionária da creche investigada por supostos maus-tratos contra crianças no bairro Água Verde, em Curitiba, entrou em contato com a Banda B nesta quarta-feira (3) para contar sua experiência no local e reiterar às denúncias feitas ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria). De acordo com ela, que optou por não se identificar, não foram poucas as vezes em que presenciou educadores agindo de forma inadequada e que as agressões não seriam uma novidade na instituição.
“Quando fiz a entrevista, fiquei deslumbrada com a apresentação, mas logo a gente percebe que tudo é muito diferente da propaganda. No que é relacionado aos funcionários, por exemplo, eu nunca recebi horas-extras por atividades fora do meu horário de trabalho, mas com as crianças a questão era ainda mais agressiva”, comentou.
De acordo com a profissional, ela já presenciou crianças sendo obrigadas a engolir “goela abaixo” comidas que não desejam, a serem mantidas defecadas como forma de castigo e até mesmo sedação em pequenos mais agitados.
Questionada por não ter feito as denúncias anteriormente, a ex-funcionária disse que ficou temerosa quanto ao seu futuro em outras empresas. “Em qual palavra o dono de uma instituição acreditaria, na da dona de uma conceituada creche de Curitiba ou na minha”, disse.
Denúncia
De acordo com denúncias que vieram à tona nesta terça-feira (2), as agressões contra os pequenos teriam partido até mesmo pela proprietária do local.
Como a investigação envolve crianças, corre em segredo. À Banda B, porém, a Polícia Civil confirmou que diversas pessoas estão sendo ouvidas. A proprietária, que é a principal acusada, já garantiu ao Nucria que irá se apresentar espontaneamente.
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