Trânsito

Greve de ferroviários provoca caos no trânsito e afeta trens em São Paulo

Passageiros do sistema de transporte metropolitano enfrentaram transtornos significativos, lentidão e trânsito intenso em decorrência de uma paralisação realizada por ferroviários vinculados à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A mobilização afetou diretamente a rotina de quem depende do serviço na capital paulista e região metropolitana.

Os funcionários paralisaram as atividades em pontos estratégicos, atingindo especificamente as linhas 11, 12 e 13 de trens. O principal motivo da mobilização é a reivindicação por uma revisão rigorosa no processo de privatização das linhas ferroviárias da região.

Os impactos na mobilidade urbana foram imediatos. A vendedora Dalila dos Santos, que exerce suas funções em um estabelecimento comercial situado no Terminal Barra Funda, na zona oeste da capital, relatou ter enfrentado dificuldades severas para chegar ao local de trabalho, registrando mais de uma hora de atraso em relação ao seu horário habitual.

“Eu chego aqui umas 8h. Mas hoje eu tive que vir de carro e cheguei 9h10 por conta do trânsito, porque todo mundo veio de carro. Tem o pessoal que trabalha aqui e mora perto de onde eu moro e aproveitei para vir junto”, relatou a profissional.

A paralisação, que comprometeu o funcionamento de três das sete linhas que atendem a Grande São Paulo, gerou índices expressivos de lentidão nas vias da cidade. De acordo Durante o período matutino, a situação foi ainda mais crítica, com os engarrafamentos superando a marca de dois mil quilômetros acumulados na capital paulista.

Estimativas divulgadas pelo governo estadual apontam que cerca de um milhão de cidadãos foram diretamente afetados pela interrupção parcial dos serviços ferroviários.

Diante do cenário de instabilidade, a trabalhadora demonstrou preocupação com o trajeto de retorno ao seu domicílio:

“Provavelmente vou passar duas horas dentro de um ônibus, porque não tem previsão para a volta do trem. Mais um sufoco em plena terça-feira”.

Enquanto as linhas afetadas — 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — operavam com capacidade reduzida e de forma parcial, outros trechos do sistema metroferroviário mantiveram a normalidade. As linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, assim como as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, seguiram operando dentro da normalidade esperada.

Como medida paliativa, o governo do estado de São Paulo colocou em prática um plano de contingência para minimizar os impactos à população. A estratégia incluiu o reforço na frota e na operação do Metrô, além da disponibilização de 128 ônibus para atuar como alternativa de transporte aos usuários afetados pela paralisação dos trens. Paralelamente, a prefeitura de São Paulo optou por suspender o rodízio municipal de veículos durante o dia da paralisação.

O contexto da insatisfação dos trabalhadores remonta às mudanças recentes na administração do sistema. A concessão das linhas havia sido efetivada no mês de julho. No entanto, uma série de problemas operacionais, incluindo falhas com sucessivos atrasos e um incêndio registrado em uma composição, motivaram o governo estadual a intervir e retomar temporariamente, pelo período de 90 dias, a operação que estava sob a responsabilidade da empresa Trivia.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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