
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) finalizaram, na última quarta-feira (27), a coleta de perfis genéticos (DNA) de todas as 1.890 pessoas privadas de liberdade (PPL) que estão sob custódia na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), localizada em Piraquara. Com essa conclusão, a PCE-US se destaca ao se tornar a primeira unidade do Estado a obter autonomia completa para este procedimento.
Essa iniciativa integra um esforço contínuo que já contou com cerca de 16 mil coletas realizadas dentro do sistema prisional paranaense até o momento. O principal objetivo dessa ação é aumentar a inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), um recurso fundamental que auxilia investigações criminais, permite a identificação de responsáveis por crimes e viabiliza o cruzamento de evidências.
O conjunto de esforços entre a PPPR e a PCIPR respeita padrões rigorosos que asseguram a qualidade e a rastreabilidade das amostras coletadas. Após a inserção no banco nacional, os perfis genéticos são automaticamente comparados com vestígios coletados em cenas de crimes em todo o Brasil. Esse método é crucial para a identificação de suspeitos, a ligação entre ocorrências distintas e o aprimoramento de investigações complexas, inclusive de casos antigos.
Um dos aspectos mais relevantes do mutirão realizado na PCE-US foi a formação técnica dos policiais penais. Além de realizar a coleta de amostras, as equipes foram preparadas para operar de forma autônoma e também funcionarem como multiplicadoras desse conhecimento em outras áreas do Estado.
A chefe da Divisão de Saúde da PPPR, Viviane Cristina Serpa, ressaltou a importância dessa nova etapa: “Este mutirão é uma continuação do trabalho iniciado no mês anterior e teve como meta atingir 100% das coletas genéticas dos custodiados na PCE-US, de acordo com as normas legais vigentes. Com este passo, a unidade se torna a primeira do Paraná apta a realizar as coletas de forma autônoma, contando com equipes capacitadas para executar o procedimento no dia a dia da unidade. Nosso plano é que esse modelo seja progressivamente implementado nas demais unidades prisionais do Estado”, afirmou.
Para a direção da PCE-US, essa conquista representa um significativo avanço em termos de eficiência e reconhecimento da categoria. O diretor da unidade, Olival Monteiro, destacou os benefícios técnicos e estratégicos da autonomia conquistada: “Estamos em um marco de mudança na PCE-US. Somos a primeira unidade do sistema a alcançar essa autonomia. Nossos policiais penais agora estão qualificados para realizar as coletas com precisão técnica, assegurar a cadeia de custódia e acelerar investigações. Estamos ganhando tempo, precisão e respeito ao nosso trabalho. Cada policial penal que hoje domina a coleta poderá multiplicar esse conhecimento, treinando e compartilhando práticas com colegas de outras unidades”, enfatizou.
O Estado do Paraná avança para solidificar esse modelo de maneira duradoura. O planejamento estratégico inclui a continuidade das capacitações para que a coleta de material genético venha a ser um procedimento padrão e obrigatório desde o momento em que uma pessoa entra no sistema prisional paranaense.
Fonte:: policiapenal.pr.gov.br











