
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu cinco indivíduos nesta quinta-feira (21) durante uma operação contra uma organização criminosa transnacional especializada em sextorsão. A ação teve como foco uma vítima em Palmas, localizada no Sudoeste do Paraná, e se estendeu por cinco Estados.
A operação contou com o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (CIBERLAB/MJSP) e o apoio das polícias civis dos Estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte, que contribuíram com inteligência e operações.
As investigações abrangem crimes como extorsão maior, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro utilizando criptoativos, cujas penas máximas podem ultrapassar 20 anos de prisão. No total, foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão em localidades como Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). Vários dispositivos móveis foram apreendidos e passarão por perícia para ajudar nas investigações em andamento.
De acordo A vítima foi abordada por um perfil falso nas redes sociais, sob o nome de “David Green”. O autor utilizava imagens de terceiros, conhecidas como comunmente usadas em fraudes internacionais, e se passava por um médico oncologista em uma missão de paz da OTAN na Síria.
Durante um processo de manipulação emocional, o golpista prometeu um relacionamento sério, ganhando a confiança da vítima e induzindo-a a compartilhar fotos e vídeos íntimos. “Em seguida, ele começou a solicitar dinheiro sob várias justificativas, incluindo despesas fictícias com passagens aéreas, detenções e multas relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil”, explica Kelvin Bressan, delegado do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior da PCPR.
Após a vítima começar a desconfiar da situação e relatar dificuldades financeiras, o autor passou a utilizar táticas de extorsão na modalidade sextortion, ameaçando divulgar os conteúdos íntimos nas redes sociais caso não fosse realizado um pagamento de R$ 20 mil. Ao todo, a vítima sofreu um prejuízo superior a R$ 60 mil.
A investigação revelou uma divisão organizada de tarefas dentro da quadrilha. O núcleo
Fonte:: policiacivil.pr.gov.br











