Polícia

PCPR realiza prisões em operação contra estelionato imobiliário em Curitiba

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, nesta segunda-feira (6), 25 indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa que atuava em dois escritórios localizados no Centro de Curitiba. Entre os detidos, estão cinco adolescentes, apontados como integrantes de um grupo especializado em fraudes relacionadas à venda de imóveis.

A situação foi revelada após uma denúncia de uma vítima que procurou a unidade policial, relatando que havia sido induzida a efetuar um pagamento inicial por um imóvel que estava sendo anunciado nas redes sociais, com a promessa de entrega imediata. A investigação policial confirmou que os suspeitos usavam informações falsas para vender cotas de consórcio como se fossem cartas já contempladas, levando as vítimas a não receberem as propriedades negociadas. Além disso, os imóveis não pertenciam à empresa responsável pelos anúncios.

De acordo com a delegada Fernanda Moretzsohn, “trata-se de uma organização criminosa, visto que há uma clara divisão de tarefas, envolvendo equipes de vendas, divulgação, captação de clientes, assinatura de contratos e o atendimento pós-venda.” Ela explica que os criminosos criavam anúncios falsos em plataformas de compra e venda, oferecendo financiamentos a taxas muito baixas e condições facilitadas. Assim, as vítimas interessadas acabavam firmando contratos que resultavam na compra de consórcios ou de bens que, na verdade, não existiam.

O delegado Emmanoel David complementou, afirmando que durante a operação foram apreendidos diversos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e anotações que continham registros de negociações em andamento. “Recebemos mais de uma denúncia e estamos analisando a situação”, disse ele.

Os indivíduos detidos foram autuados em flagrante pelos crimes de estelionato e associação criminosa, e foram encaminhados ao sistema penitenciário. As investigações prosseguem, visando identificar a extensão dos prejuízos e localizar outras possíveis vítimas que possam ter sido enganadas pela mesma organização.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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