
Durante todo o dia desta segunda-feira (21), a população e servidores da Saúde participaram de palestras realizadas por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Araucária (SMSA), através do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) e do Núcleo de Educação Permanente e Eventos em Saúde (NEPES). O evento foi realizado no Anfiteatro do Paço Municipal para orientar a população sobre os serviços prestados nas áreas de urgência e emergência no município.
Os serviços de Urgência e Emergência podem ser fixos, como é o caso da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), e as emergências móveis, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma de Emergência (SIATE). Esses serviços podem ter diferentes complexidades para atendimento de demandas urgentes e emergentes, clínicas e cirúrgicas em geral ou específicas como é o caso das unidades traumatológicas.
A primeira palestra do dia foi ministrada por Pedro Henrique de Almeida, diretor do Sistema de Urgência e Emergência de Curitiba, que pontuou sobre os aspectos do Plano Nacional de Urgência e Emergência, do Plano Estadual e do Regional, baseado nos diferenças de atendimentos ofertados em cada região; também abordou a necessidade de saber reconhecer uma situação de emergência e como acionar corretamente. Pedro Henrique salientou que as regras de acessibilidade devem ser reguladas e que “o conceito geral de urgência e emergência é o paciente certo, no lugar certo, no tempo certo, o mais importante é saber classificar o risco”. O profissional de saúde deve acolher o paciente, a família e estar habilitado a atendê-los utilizando os protocolos de classificação de risco. “O atendimento primário sempre será prioritário, depois é o atendimento secundário para quem não ganhou o tratamento definitivo, por exemplo: uma pessoa sofre uma fratura recebe o atendimento primário e segue para o hospital para realizar a cirurgia e tratamento. Outra questão é a prioridade da classificação de risco, como por exemplo, uma pessoa sofrendo um infarto em uma unidade básica e uma pessoa que tenha sofrido apenas uma torção e, no mesmo momento é acionado o SAMU, nesse caso a prioridade é o paciente infartando.” explicou o palestrante.
Fabiano Joaquim Cordeiro, coordenador da Central de Remoção de Araucária, pontuou que a central de remoção de pacientes realiza cerca de seis mil transportes de remoção de usuários por mês e conta com servidores socorristas capacitados em técnicas de transporte de pacientes. São atendimentos a pacientes acamados, cadeirantes, que realizam hemodiálise, quimioterapia e radioterapia e pacientes que necessitam internamento acompanhado a outros municípios ou serem repatriados.
A prioridade da Central é o início do atendimento desses pacientes. Alguns atendimentos específicos de acamados são realizados mediante disponibilidade de vagas que podem ser marcadas de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, com no mínimo 24 horas de antecedência para que possa ser atendida a demanda de forma adequada, pelos telefones 0800 643 3007, 3614 7778 e 3614 7780.
O Sargento Keruk, do Corpo de Bombeiros, 6° Grupamento e 2° Subgrupamento -Araucária, explicou aos presentes o funcionamento da estrutura da corporação, da forma de realização da triagem e que o SIATE é um sistema público interligado à área de saúde e também uma das atribuições do Corpo de Bombeiros.
A assistência ao infarto e ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), que é uma das maiores causas de morte e incapacidade adquirida em todo o mundo, foi outro tema explicado, devido ao fato de ser um dos eventos que requerem atenção imediata por parte da família e da equipe de saúde, tanto dos serviços móveis quanto dos fixos de urgência e emergência, que devem estar aptos a realizar uma sequência de etapas de atendimento ao paciente, em risco iminente de morte. “Todo paciente com dor torácica (infarto, por exemplo) deve realizar eletrocardiograma. Todo paciente com evento neurológico agudo deve realizar tomografia de crânio. A UPA é o local onde há cem por cento de médicos capacitados para atender urgência e emergências.” explicou Anderson Rezende, diretor técnico da UPA de Araucária.
Dentre os diversos temas do dia, o acolhimento e a triagem foram abordados por Karla Dias e Zeile Baki, coordenadora da UPA de Araucária. Independente da complexidade ou da classificação do serviço, existem situações que podem ajudar na hora do atendimento. A primeira delas é a realização do acolhimento da pessoa que está em risco, ou seja, acionar a emergência para que ela possa realizar o atendimento e principalmente encaminhar conforme a necessidade do risco de saúde pela qual a emergência foi acionada.
O acolhimento do paciente e família na prática das ações de atenção e gestão nas unidades de saúde tem sido importante para uma atenção humanizada e resolutiva.
Para a classificação da pré consulta foram desenvolvidos protocolos, que objetivam, em primeiro lugar, não demorar em prestar atendimento àqueles que necessitam de uma conduta imediata. Por isso, todos eles são baseados na avaliação primária do paciente, priorizando os casos de emergência e urgência.
Prefeitura de Araucária










