
O Sindicato dos Taxistas de Curitiba e Região Metropolitana aprovou, em assembleia realizada na noite da última terça-feira (17), uma série de solicitações que serão encaminhadas a URBS nos próximos dias, referente aos motoristas de aplicativo que trabalham na capital paranaense e arredores. Segundo a categoria, a falta de dados sobre esses trabalhadores prejudica a mobilidade urbana e a segurança da população.
O pacote de medidas prevê o cadastramento de todos os funcionários de aplicativos na URBS, por meio de uma “autorização individual”, que os obrigará a entregar documentos como RG, CPF, comprovante de residência, certidão negativa de antecedentes criminais, entre outros.
Segundo ele, falta transparência no sistema de compartilhamento de caronas. “Ficam os questionamentos: quantos carros atuam hoje em Curitiba? Quem são essas pessoas? Ninguém sabe. E quando são questionados, os aplicativos afirmam que o Marco Civil da Internet garante o sigilo dos dados e o município fica sem essa informação. Isso precisa acabar”, ressaltou o taxista.
Decisões
Durante a assembleia, os taxistas também votaram pautas importantes para a categoria, como o fim da bandeira 2, dos pontos de táxi privativos e semi privativos e da taxa de retorno, cobrada quando a corrida obriga o condutor a sair do próprio município. Apenas a eliminação de pontos de táxi privativos e semi privativos foi aprovada.
“Essas propostas têm como objetivo tornar o serviço de táxi mais atrativo, para que possamos concorrer com os aplicativos de carona. É uma estratégia de mercado”, contou.
Mesmo sem a aprovação do fim da bandeira 2, Marcos Siqueira acredita que a proposta ainda não está totalmente descartada. “Há uma iniciativa para que grupos de taxistas negociem com a URBS para que eles possam trabalhar somente na bandeira 1. As conversas estão em uma fase inicial ainda, mas é uma possibilidade”, afirmou. “Talvez até mesmo haja uma identificação padronizada nesses veículos, para que o consumidor reconheça que esses taxistas trabalham com bandeira 24 horas e sem taxa de retorno”, acrescentou.
A reportagem entrou em contato com a URBS sobre as solicitações do Sindicato dos Taxistas mas, até o fechamento da matéria, não houve um retorno. O espaço continua aberto.










