
A 9ª Vara Criminal de Curitiba do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu, nesta quinta-feira (11), habeas corpus ao ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Internacionais, Ezequias Moreira, e também a Jorge Theodocio Atherino, que é apontado como operador financeiro de Beto Richa.
Entre as condições impostas pela Justiça, está a proibição deles manterem contato com os demais acusados e com quaisquer pessoas vinculadas à Operação Quadro Negro, recolhimento domiciliar em período noturno e nos finais de semana e feriados e impedimento de ocupar qualquer função ou cargo público.
Ambos haviam sido presos pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) no dia 19 de março, junto com o ex-governador.
Segundo o Ministério Público, as prisões foram realizadas no âmbito da Quadro Negro. Fraudes teriam sido cometidas em aditivos de obras fechadas com a Construtora Valor, autorizadas pela administração pública. Para o MP, as investigações apontaram, em especial com base nas delações do empresário, dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza e do ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, que os aditivos foram desnecessários e fraudulentos.
De acordo com o Gaeco, pelo menos 20 mil alunos foram prejudicados com as fraudes.
No dia da prisão, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, explicou que os dois liberados nesta quinta-feira são acusados de participação no esquema Quadro Negro. “Moreira foi preso por ter participado da arrecadação da propina e Atherino porque teria pago pela compra do silêncio de Fanini. A testemunha também relata encontros com o ex-governador para que não falasse nada entre 2015 e 2017”, disse.
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