Redação

Black Friday: dicas para sua compra não se tornar um pesadelo ou “black fraude”

Por Claudio Henrique de Castro

1. Desconto fajuto: houve um aumento maquiado do produto e depois o desconto que na verdade mantém o produto no seu preço normal, verifique isto antes de comprar;

2. Sites no exterior normalmente não compensam, pelo imposto que dobra o valor do produto e o desembaraço aduaneiro é por conta do consumidor que também é pago;

3. Frete mais alto que o normal, aumento embutido no frete, simule o frete no site dos Correios;

4.  Site com oferta, mas no final o produto não chega nunca, compre com o cartão de crédito e se não vier denuncie na polícia por meio de boletim eletrônico e anule o lançamento no cartão na operadora;

5. Cuide com produto na iminência de vencer o prazo de validade e ou que sairá de linha e será substituído por modelo novo, pergunte ao vendedor e registre esta resposta por meio eletrônico;

6. O direito de arrependimento é de 7 dias a contar do recebimento do produto (telefone, internet ou porta-a-porta), não hesite em devolver o produto, por isso desembale com cuidado;

7. Na França há dois períodos de descontos, somente são os produtos do estoque antigo e não os recentes que vão à desconto, se o comerciante descumprir esta regra ou esticar descontos a multa é o equivalente a 285 mil reais;

8. As liquidações devem ser transparentes, o que em regra não acontece no Brasil;

9. Produto em promoção não perde a garantia, de 90 dias para produtos duráveis e de 30 dias para produtos não duráveis;

10. Sites sem endereço físico ou SAC (serviço de atendimento ao consumidor), ou lojas desconhecidas que surgiram de repente, é fraude na certa;

11. Consulte os sites reclameaqui.com e o consumidor.gov, pesquise a reputação da empresa nas redes sociais se tiver reclamações evite, não se corra riscos, lojas larápias estão expostas basta pesquisar;

12. Evite o endividamento e a compra por impulso, reflita no mínimo meia hora e coloque no seu orçamento mensal futuro a despesa com o parcelamento e reflita sobre o impacto que ela terá em suas contas pessoais;

13.Peça descontos nas promoções, o comércio teve grande retração nas vendas, não deixe de pechinchar mesmo em promoções, aí você descobre que a liquidação é realmente de araque;

14. Acione o serviço de lançamentos junto a financeira e aos bancos, por SMS em seu aparelho celular para se acautelar de fraudes e clonagens de cartões de crédito;

15. Não de seus dados pessoais bancários ou suas senhas, em sites ou para atendente ao telefone que se diz do banco, ou motoboy que vá até sua casa pegar o cartão para “destruí-lo” porque ele foi supostamente clonado, é golpe;

16. Carinho e amor não se compram com presentes, não se endivide para presentear familiares ou entes queridos, a sua saúde financeira é o melhor presente para sua família;

17. Considere comprar o produto no ano que vem, e pense nos produtos de primeira necessidade;

18. Em tempos de pandemia, com 170 mil vítimas, quase 7 milhões de testes para a Covid-19 vencidos e sem uso, o negacionismo da gestão Bolsonaro e seus políticos aliados, não tem sentido, você consumidor, enfrentar aglomerações para comprar produtos em liquidações e correr riscos à sua saúde e dos seus familiares.

Claudio Henrique de Castro

Doutor em Direito (UFSC), Advogado e Professor Universitário.

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