
Em greve há dez dias, os agentes de endemias de Curitiba realizaram um protesto em frente à Secretaria Municipal de Saúde na tarde desta quarta-feira (9), no Centro. A categoria pede reajuste salarial, implantação de plano de carreira e adicional de insalubridade.
De acordo com o agente Rodolfo Terribille, a categoria está pedindo “o mínimo”. “São direitos nossos que a prefeitura se recusa a conceder. Estamos em greve desde o dia 30 e até agora só tivemos negados os pedidos”, lamentou.
A coordenadora geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Christiane Izabella Schunig, criticou a falta de diálogo da administração municipal. “O serviço deles é de extremo risco. Eles atuam na busca de focos em residências, em lixões, com materiais descartáveis de hospitais e ainda convivem com um salário baixo. Esperamos que algo seja feito”, disse.
O protesto aconteceu durante reunião do Conselho Municipal de Saúde. Eram nove pontos em pauta, nenhum relacionado aos agentes de endemias.
Volta ao trabalho
Na terça-feira (8), o desembargador Abraham Lincoln Calixto, do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu liminar favorável à prefeitura para que os agentes de endemias retornem ao trabalho imediatamente.
De acordo com o documento, foi cometido abuso do direito de greve, por não haver apresentação de plano que assegurasse a continuidade dos serviços sem prejuízo da população.
A decisão determina suspensão total do movimento, com o retorno de todos os agentes às atividades, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. Além disso, proíbe a prática de cerceamento do direito de acesso de servidores que não aderiram ao movimento, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.
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