
O grupo Fechados pela Vida, formado por cerca de 200 pequenos empresários da área de bares, restaurantes, cafeterias e casas noturnas, pede a Prefeitura de Curitiba um lockdown na cidade. De acordo com o movimento, a intenção é fazer com que neste período de fechamento total os casos de coronavírus tenham uma queda e, assim, seja possível a retomada com segurança de todas as atividades. Um abaixo assinado virtual feito pelo grupo já tinha, na manhã desta quinta-feira, mais de seis mil assinaturas.
Proprietária do Cosmos Gastrobar, Janaína Santos, uma das líderes do movimento, disse que o pedido se dá pelo iminente colapso da Saúde na capital. “A gente está vendo o colapso da Saúde e a situação ficou mais urgente agora. Nos últimos dias, se vê um abre e fecha e não há um plano de ação. Para nós, como empresa, isso é ruim. Porque economicamente não vemos o que fazer e não se vê um controle da epidemia. Você restringe uma parte dos serviços, mas o vírus acaba circulando da mesma forma”, descreveu.
A bandeira laranja determinada pela prefeitura proibiu o funcionamento de bares, entretanto setores como comércio e shoppings tiveram apenas os horários restringidos. Para a empresária, isso faz com que a situação fique caótica para os que tiveram a atividade suspensa.
“Os mais atingidos são as pequenas empresas, que sofrem com a dificuldade de empréstimos. Empresas que suspenderam as atividades no começo, por acharem que é a coisa certa, não tem mais como se manter, porque acabou o limite das reservas. Acho que é preciso um apoio também na área econômica por parte do poder público”, disse Janaína.
Lockdown?
Em entrevistas recentes, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, e a secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, afirmaram que o lockdown é uma possibilidade, mas não por enquanto. A expectativa é que com as medidas restritivas já tomadas e a ajuda da população a curva de casos pare de crescer.
Veja o abaixo assinado do “Fechados pela Vida” aqui.
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