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Homem que parou atirador em Cambé recebe homenagem e explica como agiu: “Guiado por Deus”

O prestador de serviços Joel de Oliveira, de 62 anos, foi homenageado pelos deputados estaduais na tarde desta segunda-feira (26) na Assembleia da Legislativa do Paraná (ALEP). Ele foi o responsável por parar o atirador que invadiu uma o Colégio Estadual Helena Kolody, na segunda-feira da semana passada, em Cambé, no Norte do Paraná. Segundo a Polícia Civil, Joel evitou uma tragédia ainda maior, uma vez que dois adolescentes já tinha sido mortos antes da chegada dele e o atirador tinha mais munições.

Joel afirmou se sentir orgulhoso pela homenagem, mas muito triste pelas duas famílias que choram a morte de dos estudantes Karoline Verri Alves, de 17 anos, e Luan Augusto, de 16, que foram assassinados antes da ação dele. “Estou realmente orgulhoso pela homenagem, sou um homem simples, mas me sinto muito triste pelo o que aconteceu com as famílias que perderam seus filhos”, destacou à imprensa o prestador de serviços, durante a homenagem que recebeu na ALEP.

Sobre o dia do atentado, Joel explicou que prestava serviço perto do colégio quando ouviu barulho de tiros. “Ouvi o barulho e achei que eram bombinhas. Então, me falaram que era um rapaz dando tiro no colégio e, quando entrei lá, tinha muita gente chorando. Eu vi o rapaz e fui guiado por Deus para fazer alguma coisa”, contou.

Cara a cara com o atirador, o prestador de serviços disse que naquele momento não temeu pela própria vida. “Ele deu quatro tiros na direção que eu estava e me deparei frente a frente com ele. Não senti medo nenhum naquele instante. Ele colocou a arma em um banco para recarregar e eu o dominei. Depois que estava dominado, até fiquei com medo de que a polícia chegasse atirando. Me identifiquei para os policiais e falei que o atirador estava dominado”, contou.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o atirador tinha munição para um atentado com mais vítimas, porém foi impedido por Joel, que deixou um recado para os pais de estudantes do Paraná. “Fiquem mais atento aos filhos, se preocupem mais. Alguns pais não se preocupam, eu vejo muita criança em volta do colégio solta. Leve eles para as escolas, porque são o nosso futuro”, concluiu.

Luan e Karoline morreram no atentado a escola (Foto: Arquivo Pessoal)

Quinto suspeito preso

A Secretaria de Segurança Pública informou, na manhã desta segunda-feira (26), que a Polícia Civil prendeu um homem de 39 anos, morador de Rolândia, no Norte do Paraná, também por envolvimento no ataque ao Colégio Helena Kolody, em Cambé, na última segunda-feira (19). As investigações seguem em andamento e detalhes sobre o envolvimento do detido hoje não foram passados.

Dentro dessa investigação também foram presos, além do autor, um homem de 35 anos e um homem de 21 anos, os dois de Rolândia, e um homem de 18 anos em Gravatá, no estado de Pernambuco. O jovem que entrou atirando na escola morreu dentro da cadeia em Londrina, no Norte do Paraná, um dia após o crime.

Em entrevista logo após o crime, na tarde da segunda-feira (19), o secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira, afirmou que o autor do atentado não conhecia a vítimas. Ele era um ex-aluno da escola, de 21 anos, que terminou o ensino no local em 2014.

“Ele afirmou que não tinha qualquer vínculo com o casal, que não conhecia eles”, afirmou o secretário, confirmando que o crime possivelmente foi premeditado. “Entrou na escola com o pretexto de conseguir o histórico e foi atendido pela secretaria. Foi ao banheiro e trocou de roupa, onde saiu com a arma e atirou no corredor, atingindo estudantes em Educação Física, onde estavam a menina e o outro rapaz”, descreveu.

Conforme o secretário, foi apurado que o atirador tinha diagnóstico de esquizofrenia. “A PM chegou em 3 minutos e fez a prisão dele. Ele sofre de esquizofrenia e havia anotações na casa dele que foram apreendidas e será feita a investigação”, disse Hudson.

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