Curitiba

Museu do Holocausto repudia empresária de Curitiba que sugere ‘marcar’ pessoas que são a favor de isolamento

O Museu do Holocausto de Curitiba emitiu nota de repúdio a empresária Cristiane Deyse Oppit, nesta terça-feira (21). Em um vídeo publicado na rede social TikTok, ela sugere que as pessoas que defendem o isolamento social sejam privadas do acesso a médicos, farmácias, supermercados e usem “laço vermelho” para identificação. Segundo ela, essas pessoas não estão contribuindo com a economia.

De acordo com a nota oficial, “o uso de “fitas vermelhas” ou afins para identificar cidadãos contrários ao seu ponto de vista, independente do contexto, guarda similaridade com os decretos que impunham a identificação dos judeus por meio de insígnias. Marcar o outro, quem quer que ele seja, é uma forma de estigmatizar, humilhar e retirar da sociedade (e, consequentemente, de seus direitos associados) estas pessoas. No caso dos decretos nazistas, foi um passo importante que levou ao posterior extermínio da população judaica”.

Em outro trecho, a nota sugere que falas como a da empresária de Curitiba são perigosas e precisam ser combatidas. “O nazismo não se iniciou com campos de extermínio, nem mesmo com suásticas espalhadas pelas ruas. Para que isso fosse possível, ideias e concepções deturpadas de humanidade eram divulgadas. Encará-las como normais e aceitáveis é um perigoso flerte com noções que tanto mal causaram à humanidade. Analogias implícitas são perigosas e precisam ser combatidas. Por isso, o Museu do Holocausto de Curitiba, diante de seu papel social, repudia veementemente as declarações de Cristiane Deyse Oppitz”, diz.

Clique abaixo e confira a nota publicada na íntegra pelo Museu do Holocausto de Curitiba:

.

Banda B

Leia também

Botão Voltar ao topo

Notamos que você possui um
ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos. A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo. Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.