
A União das Forças de Segurança Pública do Paraná (UFS) realiza, nesta terça-feira (25), uma série de carreatas simultâneas em seis cidades do Estado, entre elas Curitiba. Os servidores da Segurança Pública cobram do Governo do Paraná a valorização da classe, especialmente com o pagamento da data-base, que está congelada desde 2016.
O presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), Kamil Salmen, disse que a categoria não pode esperar mais pelo reajuste.
“Estamos há cinco anos sem receber a data-base. Isso só acontece com os servidores da Segurança, professores e pessoal da Saúde. Isso não é aumento de salário, é um reajuste anual que deve ser pago. O reajuste já chegou a 30%. Hoje, o policial trabalha um ano e recebe só nove meses. É um absurdo o que está acontecendo”
Kamil Salmen afirmou ainda que a categoria precisa ser ouvida pelo Governo do Paraná.
“Estamos tentando chamar a atenção para o governador nos receber, porque ele nos disse que isso aconteceria quando foi eleito. As entidades de classe estão sendo tradadas como inimigas. A carreata terá uma grande adesão, seguindo todos os protocolos sanitários devido à covid-19”
O presidente do Sinclapol ainda afirmou que o policial trabalha sob pressão.
“A polícia hoje está doente, porque estamos trabalhando com menos policiais e a pressão psicológica está grande. Policiais com covid-19, tendo que tomar remédios controlados e acreditamos que a Polícia Civil está abandonada. Hoje, o policial não tem mais ânimo de ser policial”
Em Curitiba, a carreata terá início no Parque Barigui (Museu do Automóvel) com concentração às 10 h e saída às 12 h, com destino ao Palácio Iguaçu, reunindo Policiais Civis, Policiais e Bombeiros Militares, Policiais Científicos e Policiais Penais.










