
Em defesa da Lava Jato e a favor do ministro da Justiça, Sérgio Moro, milhares de manifestantes se reuniram no Centro de Curitiba, na tarde deste domingo (30). O ato organizado por grupos de direita minimizou o vazamento de conversas envolvendo Moro e direcionou em criticar atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal e de políticos que compõe o Congresso Nacional.
O coordenador do Movimento Curitiba Contra Corrupção, Cristiano Roger, 42 anos, garantiu apoio ao ex-juiz, afirmando que é preciso colocar na cadeia quem vazou informações sobre a Operação. “Somos contra esses ataques criminosos de hackers que querem desprestigiar a operação Lava jato. Tem que colocar quem fez isso na cadeia e daí reiterar o apoio da população à Lava Jato, que colocou vários corruptos na cadeia. É uma manifestação em apoio às reformas no Brasil, Previdência, AntiCrime do Moro, Tributária. O Brasil está parado, está em crise, está com um monte de gente desempregada e parece que esse Congresso está brincando com a paciência do povo brasileiro”, disse.
O ato deste domingo, que se repete em outras cidades do Brasil, foi convocado após a divulgação de conversas atribuídas a Moro e integrantes da Lava Jato levantando a suspeita de que o ex-juiz tenha sido parcial no julgamento de Lula, condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP). A revelação dos diálogos, iniciada pelo site The Intercept Brasil em 9 de junho, deixou o titular da Justiça sob ataque.
Grupos
Nacional*
Em Brasília, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL-SP), participaram dos atos. O ministro afirmou que os “esquedopatas e derrotistas” erraram sobre a provisão do encontro do G-20 e que o presidente Jair Bolsonaro saiu “homenageado” do Japão, onde ocorreu o encontro da cúpula. É a primeira vez que um membro do primeiro escalão do governo participa diretamente de atos pró-governo desde que Bolsonaro assumiu a Presidência. Os atos em Brasília terminaram por volta das 13h. A Polícia Militar não divulgou a estimativa de público.
Apoiadores do governo Bolsonaro ocupam desde um pouco antes das 10h cerca de seis quadras da Avenida Atlântica, em Copacabana, em ato de apoio ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. A manifestação tem oito carros de som, dois guindastes com grandes bandeiras do Brasil e palavras de ordem contra o STF, o Congresso e o PT. Patrocinado pelos mesmos movimentos que estavam ao lado de Bolsonaro na campanha eleitoral – MBL, Vem pra rua e Endireita Brasil -, o manifesto nascido pra apoiar o ministro da Justiça, Sergio Moro, acusado pelo site The Intercept Brasil de abuso de poder na Operação Lava Jato, tem como uma das trilhas sonoras o MC Reaça, que se suicidou após espancar a amante, revezando espaço com o Hino Nacional e as palavras de ordem como “O STF é uma vergonha” , “Rodrigo Maia se acha 1º ministro”, “Fora PT e a velha política”. A presença de carros de som e de integrantes do movimento MBL na manifestação de apoio ao ministro da Justiça está sendo criticada por boa parte dos apoiadores do ex-juiz e causou no início da tarde um pequeno tumulto que precisou da intervenção da polícia.










