
Um caso que comoveu Santa Catarina e ganhou repercussão nacional envolve a morte brutal do cachorro comunitário conhecido como Orelha, espancado até a morte na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, que vivia há cerca de dez anos na região e era cuidado por moradores, foi encontrado com ferimentos graves e, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário.
Investigação e suspeitos
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes como suspeitos de terem praticado as agressões que levaram à morte de Orelha. Em uma operação recente, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados aos investigados para coletar provas e aprofundar a apuração do caso.
As investigações são acompanhadas também pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que monitora tanto a apuração de maus-tratos quanto possíveis implicações relacionadas à participação de menores de idade.
Repercussão e mobilização da comunidade
A morte de Orelha gerou forte comoção entre moradores da Praia Brava e defensores dos direitos dos animais. Diversos protestos foram realizados no local, com moradores cobrando justiça e responsabilização dos envolvidos. Em redes sociais, a hashtag #JustiçaPorOrelha ganhou força, reunindo manifestações de indignação em todo o país.
Personalidades como a cantora Ana Castela também se manifestaram publicamente, pedindo punição rigorosa aos responsáveis pela violência contra o animal.
Maus-tratos são crime
A prática de maus-tratos contra animais é crime previsto no Brasil, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão e multa, especialmente quando resulta em morte, segundo especialistas em direitos animais. Autoridades reforçam a importância de denúncias imediatas por meio dos canais oficiais, como o 190, o Disque-Denúncia (181) e delegacias especializadas.
O caso de Orelha segue sob investigação, e a Polícia Civil promete novos desdobramentos nos próximos










