
- Como a radiação ultravioleta contribui para o
desenvolvimento da catarata?
Segundo a Dra. Karine Horta, embora o cristalino tenha mecanismos naturais de defesa,
eles não são suficientes diante da exposição prolongada aos raios UV ao longo da vida.
“A radiação ultravioleta acelera o envelhecimento das proteínas do cristalino. Com o
tempo, essas proteínas vão se modificando, perdendo transparência e formando a
catarata. Esse processo pode acontecer mais rápido em quem se expõe muito ao sol
sem proteção adequada.”
- Existem grupos mais vulneráveis?
Sim. Alguns públicos exigem atenção redobrada. A Dra. Karine destaca:
“Crianças, idosos e pessoas que trabalham diretamente expostas ao sol como
agricultores, profissionais da construção civil, motoristas e atletas tendem a
absorver mais radiação UV ao longo da vida. As crianças, por exemplo, têm o
cristalino mais ‘transparente’, permitindo que mais radiação chegue às estruturas
internas do olho.”
- Como reduzir o risco?
A prevenção é simples, mas deve ser constante.
“O uso de óculos com proteção UV comprovada é a principal medida preventiva.
Chapéus de aba larga, evitar exposição prolongada entre 10h e 16h e manter
acompanhamento oftalmológico anual também ajudam a retardar danos acumulados
pela radiação.”, orienta a especialista.
Outras medidas importantes:
- Preferir lentes escuras certificadas (não apenas pela cor).
- Priorizar ambientes sombreados.
- Hidratar o corpo adequadamente.
- Quais são os primeiros sinais de catarata?
Os sintomas surgem de forma discreta e progridem lentamente.
A Dra. Karine explica:
“A pessoa começa a perceber visão embaçada, dificuldade para enxergar em locais
muito iluminados, maior sensibilidade à luz e redução da nitidez das cores. Às vezes,
há também piora da visão noturna.”
- Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é simples e totalmente indolor.
“A avaliação é feita no consultório por meio de exame clínico e do uso da lâmpada
de fenda, que permite observar diretamente o cristalino. Quanto mais precoce o
diagnóstico, melhor o acompanhamento e o planejamento do tratamento.”, afirma a
médica.
- É possível retardar a progressão da catarata?
Sim.
“Embora a catarata não regreda, podemos retardar sua progressão com hábitos de
proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento anual. Em alguns casos,
quando a visão começa a comprometer as atividades diárias, o tratamento cirúrgico é
indicado e hoje o procedimento é seguro e altamente eficaz.”, reforça a Dra. Karine.
Cuide da sua visão hoje
A exposição solar faz parte da rotina, mas a proteção correta pode fazer toda a diferença
para a saúde ocular no futuro.
Para agendar uma consulta com a Dra. Karine Horta, entre em contato: 📞 41 3552-4000
Dra. Karine Horta – Cooperada Unimed | CRM 18.998










