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Confira relatos dos 5 tipos de violência doméstica

Você sabia que a violência física não é a única existente? A Lei Maria da Penha tipifica 5 tipos de violência doméstica: física, patrimonial, psicológica, moral e sexual. Para atendimento e amparo da mulher em situação de violência existe uma rede especializada que atua de maneira coordenada na cidade, de modo a acolher de maneira humanizada e auxiliar no empoderamento feminino.

Os principais agentes do município que atuam nesse sentido são o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (telefone 3901-5162), Delegacia da Mulher (telefone 3614-0500) e Patrulha Maria da Penha (153). Confira exemplos de ocorrências registradas no município de cada tipo de violência e o desfecho de como essas mulheres estão superando violências com acompanhamento dos serviços municipais. *Os nomes utilizados são fictícios para não expor a identidade das vítimas.

Violência Patrimonial
Maria, de 42 anos, aposentada por invalidez, envolveu-se com Jonas. Com o passar do tempo, Jonas se tornou ciumento e possessivo, tomou posse do cartão do benefício de Maria, contraindo dívidas e empréstimos no nome dela. Maria buscou ajuda e, em razão da sua situação de risco, foi acolhida temporariamente. Hoje, após denunciar a violência às autoridades e renegociar os empréstimos com o apoio da equipe do CRAM, reside em novo endereço, em casa alugada por ela e em local desconhecido pelo agressor. Além disso, Medidas Protetivas determinadas judicialmente impõem o afastamento de Jonas e asseguram a ela o monitoramento realizado pela Patrulha Maria da Penha/Guarda Municipal.

Violência Sexual
Rosária, de 35 anos, casada com Reginaldo há 5 anos e em tratamento para depressão, percebeu que era dopada pelo esposo com sua medicação, momento em que ele abusa sexualmente dela. Após entender que, mesmo casada, ela não é obrigada a manter relações sexuais indesejadas com seu companheiro, Rosária o denunciou e passou por exames periciais, que confirmaram a violência. Atualmente, Rosária está separada do companheiro, o qual respeita a imposição de afastamento determinada judicialmente.

Violência Física
Joana, 29 anos, casada com Leonardo há 10 anos, com quem teve o filho Joel (9 anos), buscou atendimento no CRAM. Joana relatou que, desde o início da relação, percebeu atitudes agressivas do companheiro, primeiro com palavras, depois com empurrões, tapas e puxões de seu cabelo. Por fim, Joana foi espancada e perdeu a visão de um dos olhos, em decorrência do ocorrido, Leonardo foi condenado por tortura. Joana, agora, reside em outra cidade com seu filho.

Violência Psicológica
Luciana, de 19 anos, se relaciona com Roberto há 2 anos. Em sua família de origem ela se acostumou a conviver com relacionamentos violentos, por isso, encontrou em Roberto a solução para seus problemas. No entanto, apesar de não ser fisicamente agredida pelo companheiro, como costumava ser por seus pais, Roberto constantemente a humilhava e a ofendia. Desempregada e sem apoio da família ela não encontrava saídas, a não ser seguir nessa relação. Luciana está refazendo sua documentação para, então, buscar trabalho, superar a atual condição de dependência econômica e de violência.

Violência Moral
Leila, de 34 anos, manteve relacionamento afetivo com Alfredo por 2 anos e, após o término, passou a ser perseguida pelo ex. Leila mudou de cidade para se proteger, mesmo assim, Alfredo a atingia por meio das redes sociais, publicando fotos e vídeos que a constrangiam, além de proferir contra ela calúnias, injúrias e difamações. Leila fez denúncia à Delegacia da Mulher e, por conta da reincidência, hoje ele está preso.

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Ivone Souza - Redação

Ivone Souza é jornalista graduada pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Foi repórter e produtora de conteúdos do Portal Mediação, redatora do site Uninter Notícias, escritora e cronista. Curte teatro, uma boa leitura e é apaixonada por viagens e fotografia.

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