Paraná

Curitibana que precisava de R$ 106 mil para tratar tumor cerebral está com cirurgia marcada

“Sim, ainda temos pessoas muito boas neste mundo”. Foi assim que a professora universitária de Curitiba, Angela Helena Zatti, contou que será possível fazer a cirurgia para remoção de um tumor no cérebro da filha, Mayara Zatti. A meta era R$ 106 mil, mas, após uma negociação com o hospital, os R$ 86 mil foram suficientes e a cirurgia está marcada para a segunda semana de julho.

“Isso só foi possível por todo o envolvimento da sociedade, por ainda existirem pessoas boas. Um foi passando para o outro e a imprensa fez a sua parte de uma forma muito bacana. Recebi doações de empresas, pessoas de outros estados, tudo se espalhou de uma forma muito rápida. Agora ela vai operar”, descreveu a mãe, muito orgulhosa.

Cirurgia

Agora, a mãe pede todos os pensamentos positivos para a operação da filha. “O médico nos passou que a cirurgia leva em torno de três horas e, depois, ela vai direto para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ela está um pouco ansiosa com isso, porque nunca imaginou ir para a UTI, mas está confiante de que pode remover o tumor e encontrar a cura. Na minha cabeça não passa que dará errado”, afirmou Angela.

A descoberta

Mayara sofre com crises de epilepsia desde os 14 anos e inicialmente o problema foi diagnosticado como um caso de cisticerco. “Quando ela começou com as crises de epilepsia, a gente foi até um neurologista e ele solicitou os exames. Foi detectado uma lesão no cérebro dela e a resposta do médico foi de que seria uma cisticerco. O tratamento não trouxe resultados e, por isso, busquei novos médicos, até que cheguei no INC (Instituto de Neurologia de Curitiba)”, relatou a mãe. Uma ressonância magnética avançada identificou que, na verdade, o problema de Mayara é um tumor.

De acordo com Angela, o plano de saúde se negou a pagar exames e a custear a cirurgia, já que ainda se encontra no período de dois anos de carência. Ela não tem condições de bancar a intervenção cirúrgica e um empréstimo bancário se mostrou um caminho inviável, por conta dos altos juros cobrados. Com a ajuda de uma advogada, ela busca ver a possibilidade de conseguir a ajuda do SUS e verifica os direitos que tem com o plano de saúde adquirido em plano empresarial. Por enquanto, a solução encontrada, foi recorrer às redes sociais.

Banda B

Aécio Novitski

Idealizador do Site Araucária no Ar, Jornalista (MTB 0009108-PR), Repórter Cinematográfico e Fotógrafico licenciado pelo Sindijor e Fenaj sobre o número 009108 TRT-PR

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