
A alopecia, mais conhecida como calvície, é uma condição que pode afetar homens e mulheres de diferentes idades, e é importante destacar que nem toda queda de cabelo é igual. O diagnóstico correto e precoce é fundamental e pode influenciar significativamente na eficácia do tratamento. Embora a alopecia não seja uma doença fisicamente perigosa ou fatal, ela pode impactar gravemente a autoestima, a imagem pessoal e, em alguns casos, a qualidade de vida do indivíduo.
O Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e situado em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, atua pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e se destaca como uma referência no tratamento desta condição. “Identificar corretamente o tipo de alopecia é um dos fatores cruciais para o sucesso da recuperação capilar. Essa condição pode manifestar-se de maneiras variadas, afetando a autoestima, a imagem corporal e até a identidade da pessoa, podendo levar a episódios de depressão”, afirma César Neves, secretário estadual da Saúde.
Classificação das Alopecias
De acordo com a médica dermatologista do HDSPR, Maisa Aparecida Matico Utsumi Okada, as alopecias são divididas em dois grupos principais, e identificar em qual deles o paciente se encaixa é o primeiro passo para o tratamento. As alopecias não cicatriciais são aquelas em que o cabelo perdido pode ser recuperado. Entre as mais comuns estão a alopecia androgenética, que é genética; o eflúvio telógeno, que é uma queda acentuada que ocorre após situações estressantes ou doenças; e a alopecia areata, caracterizada pela perda de cabelo em áreas circulares.
A alopecia androgenética não possui cura, mas existem tratamentos que podem amenizar o problema. Por outro lado, a alopecia areata também não é curável, mas pode ser tratada, com a expectativa de que o cabelo volte a crescer. “Nos casos em que a alopecia é temporária, existem estratégias que podem ajudar a suavizar a perda de cabelo ou acelerar a recuperação”, explica a dermatologista. Ela ressalta que o tratamento deve ser individualizado, levando em consideração o perfil do paciente e a causa subjacente do problema.
Por sua vez, nas alopecias cicatriciais, o couro cabeludo passa por um processo inflamatório que danifica os folículos capilares e, nesse caso, os danos são irreversíveis.
Sintomas e Causas da Alopecia
A alopecia pode se manifestar de maneiras diversas, desde pequenas falhas limitadas até uma perda difusa de cabelo por toda a cabeça. As causas são variadas e vão desde predisposição genética até fatores externos, como o uso excessivo de produtos químicos nos cabelos e penteados muito apertados que tracionam os fios.
Embora profissionais de estética e cabeleireiros possam ser aliados importantes na identificação inicial de falhas, muitas vezes percebendo o problema antes mesmo do paciente, o diagnóstico e o tratamento devem ser realizados por um médico dermatologista, que possui a formação necessária para conduzir um diagnóstico assertivo. O tratamento não é uniformizado; cada organismo e cada tipo de queda de cabelo exigem uma abordagem específica, reafirmando a importância da especialização na área.
Acesso ao Tratamento
Para ter acesso ao atendimento médico e, se necessário, ao tratamento, a população pode se dirigir às Unidades Básicas de Saúde (UBS) que oferecem serviços de dermatologia geral. Os atendimentos no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná devem ser agendados diretamente através dos municípios.
A Secretaria Municipal de Saúde possui acesso ao sistema de agendamento ambulatorial do Estado (CARE/GSUS); com o encaminhamento do paciente, é possível realizar o agendamento nas vagas disponíveis. Assim, é recomendado que a pessoa visite sua unidade de saúde para ser avaliada pela equipe local, que fará a condução adequada para o atendimento.
Fonte:: parana.pr.gov.br










