
A campanha Maio Laranja segue mobilizando diversos setores da rede de proteção em Araucária com ações de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante o mês, estão sendo realizadas palestras, capacitações, caminhadas e distribuição de materiais informativos em diferentes regiões da cidade.
A mobilização reúne representantes do Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Ministério Público, Poder Judiciário, secretarias municipais, além de entidades e instituições parceiras.
Entre as atividades promovidas pela campanha, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) realizou uma ação voltada aos profissionais da Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann. O encontro abordou orientações sobre identificação de sinais de violência, procedimentos de encaminhamento e formas de atuação diante de suspeitas ou relatos de abuso sexual.
A iniciativa também promoveu diálogo entre profissionais da educação e integrantes da rede de proteção, fortalecendo a atuação integrada no atendimento às crianças, adolescentes e famílias.
Outra atividade de destaque foi a palestra ministrada pelo promotor de Justiça Almir Carreiro para profissionais da rede de proteção no Paço Municipal. Durante o encontro, foram reforçadas orientações sobre prevenção, acolhimento e a importância da denúncia nos casos suspeitos.
A presidente do Conselho Tutelar Oeste, Patrícia Soares, destacou que o combate à violência sexual exige informação, profissionais capacitados e atuação conjunta entre diferentes setores públicos.
Segundo ela, Araucária vem ampliando os serviços de proteção e fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, tornando-se referência em iniciativas voltadas à infância e adolescência.
Além das palestras e capacitações, os Conselhos Tutelares também têm realizado ações educativas e distribuição de materiais informativos em espaços públicos da cidade.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, a maioria dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre dentro da própria residência e é praticada por familiares ou pessoas próximas da vítima.
O levantamento aponta ainda que grande parte das vítimas são meninas menores de 13 anos, reforçando a necessidade de prevenção, informação e denúncia.
Denúncias podem salvar vidas
Em casos de suspeita ou confirmação de violência sexual, a denúncia é fundamental para garantir proteção às vítimas e investigação dos fatos.
📞 O Disque 100 funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e anônima.
Também é possível buscar ajuda junto ao Conselho Tutelar, Guarda Municipal, unidades de saúde, escolas e serviços de assistência social do município.











