
A Prefeitura de Araucária confirmou, nesta quarta-feira (16), a proposta de reajuste de 6% no salário-base dos motoristas do Transporte Integrado de Araucária (TRIAR). O índice considera 4,33% de reposição da inflação do período e 1,67% de aumento real, segundo o município.
A proposta foi apresentada durante reunião com o sindicato que representa os trabalhadores. De acordo com a Prefeitura, o percentual corresponde ao limite financeiro que pode ser assumido pelo município sem comprometer sua capacidade de cumprir obrigações futuras.
Com o reajuste, o salário inicial dos motoristas passaria de R$ 3.582,43 para R$ 3.797,38. O município afirma que o valor permaneceria como o maior salário da categoria na região.
O principal ponto de divergência nas negociações está no auxílio-alimentação. Atualmente, o benefício é de R$ 1.587,45 mensais, e os trabalhadores reivindicam um aumento de R$ 200.
Segundo a Prefeitura, neste momento não há disponibilidade financeira para conceder o reajuste solicitado no benefício. O município também destaca que os salários dos trabalhadores estão sendo pagos regularmente.
A administração municipal ressalta ainda que o reajuste salarial de 6% proposto aos motoristas é superior ao índice aplicado neste ano aos servidores municipais, de 4,11% pelo INPC.
A Prefeitura também cita os investimentos realizados para manter o sistema de transporte coletivo de Araucária. Entre as medidas estão benefícios como a integração gratuita com linhas metropolitanas nos terminais do município e a gratuidade aos domingos.
Outro destaque é a manutenção da tarifa do TRIAR em R$ 1. Segundo o município, a manutenção do sistema, incluindo os benefícios oferecidos aos usuários, exige um investimento próximo de R$ 100 milhões por ano.
Durante as negociações, conforme registrado em ata, o sindicato chegou a sugerir a elevação da tarifa para R$ 1,25 como uma alternativa para viabilizar as reivindicações. A Prefeitura afirma que não concorda com o aumento e defende que, caso haja mudança no valor da passagem, ela ocorra no sentido de redução.
O sindicato deverá levar à assembleia dos trabalhadores a proposta de 6% de reajuste salarial, sem alteração no auxílio-alimentação.
Conforme definido na reunião, a proposta de 6% está condicionada à não realização de greve. Caso os trabalhadores optem pela paralisação, a Prefeitura informou que a negociação retornará à proposta inicial de 4,33% de reposição da inflação.
A administração municipal afirma que permanece aberta ao diálogo sobre as questões relacionadas ao transporte coletivo e às condições de trabalho dos motoristas, considerando as possibilidades orçamentárias do município.










