
São José dos Pinhais é a maior cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e muita gente faz o trajeto até Curitiba todos os dias. Que tal se esse deslocamento fosse mais rápido e dinamizado? Essa é uma das mudanças que vai estudar o projeto, assinado nesta quinta-feira (25), para entender a viabilidade de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando São José dos Pinhais a Curitiba.
O projeto foi assinado numa parceria entre o Governo do Estado, por meio da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), e as prefeituras de Curitiba e São José dos Pinhais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi contratado para a prestação de serviços técnicos especializados para estruturação e modelagem do projeto de VLT Metropolitano.
“Entendemos que esse projeto tem muita viabilidade e pode ser uma alternativa importante para Curitiba e para a região metropolitana. São José dos Pinhais é uma cidade importante da nossa região. Assinamos o contrato, iniciamos agora as primeiras tratativas, o BNDES está na fase de identificação e contratação das empresas parcerias e terceiros que vão promover esses estudos, que têm um prazo para ser concluído e que possamos entender a viabilidade econômica e financeira de operação desse novo modal para atender uma região importante”explicou Gilson Santos, presidente da Amep.
O projeto deverá ser realizado por meio de uma concessão à parceiro privado, que ficará responsável pela implantação, manutenção e operação do sistema.
A ideia é que o novo sistema substitua o BRT do eixo Boqueirão, ampliando e permitindo uma conexão rápida, direta e moderna entre São José dos Pinhais e o Centro Cívico, em Curitiba.
“Para fortalecer a integração entre Curitiba e a RMC, que há uma demanda muito grande. A característica fica para o VLT, porque já é dentro da linha que existe a canaleta da linha Boqueirão, que vai até a Praça Carlos Gomes, e depois na integração com o Centro Cívico é um estudo do transporte em linha plana, a única parte elevada seria do terminal central de são josé dos pinhais até o aeroporto”explicou Eduardo Pimentel, vice-prefeito de Curitiba e prefeito em exercício.
A previsão é que o VLT Metropolitano tenha cerca de 21,5 km de extensão, com mais de 30 paradas, começando pelo Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e passando, entre outros pontos:
- Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais
- Terminal Central de São José dos Pinhais
- Terminal do Boqueirão
- Terminal do Carmo
- Terminal do Hauer
- Linha Verde
- Tribunal Regional Eleitoral
- UTFPR
- Centro Cívico
“Isso vai de encontro com o trabalho que a cidade e o governo tem feito em pensar sustentabilidade, um veículo elétrico, e em todo o trajeto será feito o trabalho de requalificação urbana e essa solução é a que menos tem impacto e tem o valor mais possível de ser praticado”comentou Eduardo Pimentel.

Foto: Divulgação/AMEP.
Prazo para o estudo
O contrato prevê período de 24 meses para o estudo, que deve começar ainda em março. Pimentel destacou que tão logo se tenha o resultado, saia também a concessão.
“Temos a previsão de maio de 2025 a entrega do estudo de viabilidade, em seguida, 60 dias depois, a perspectiva de poder lançar a concessão importante, que é de alto valor e vai ser transmitida pela bolsa, depois um prazo de pelo menos dois anos de obra, que leva um tempo para que essa obra tenha. É uma ação viável, que faz parte da capacidade de Curitiba de ser referência sempre no transporte coletivo”disse Eduardo Pimentel.
Gilson Santos, presidente da Amep, explicou que é nesse projeto de estruturação que vai ser estudado também o custo de eventual tarifa, como se dá a composição envolvendo São José, Curitiba e o governo, e todos os outros detalhes que possam ser necessários.
De todo modo, Eduardo Pimentel garantiu que a tarifa não deve ser alta. Pelo contrário.
“Isso vai ser estudado, mas sem dúvida uma passagem viável, com preços populares, para que seja realmente para a função que ele vai ser criado, que é o transporte coletivo do trabalhador, do pai de família, do estudante. Ainda não há um valor estipulado, tudo depende do estudo que o bndes vai fazer, mas sim, é importante e será uma tarifa justa” comentou o prefeito de Curitiba em exercício, Eduardo Pimentel.

Mas vai sair do papel?
Uma das principais perguntas, durante a cerimônia de assinatura do projeto, foi: “vai sair do papel?”. Isso porque Curitiba já teve histórico de muito se comentar e cogitar a construção de um metrô, por exemplo, o que nunca saiu.
O prefeito em exercício disse que as possibilidades de que o estudo indique a viabilidade do VLT são grandes. E disse que, caso esse retorno seja positivo, a segurança é que sairá do papel.
“Enquanto lá atrás teve muita conversa, em gestões anteriores, sobre o metrô, que não saiu do papel e se perdeu a oportunidade, não cabe mais um metrô em Curitiba e rmc. É muito caro, um valor de mais de R$ 15 bilhões nas perspectivas. Mas o VLT, numa linha que já tem carregamento de passageiros garantido, um alinhamento importante entre Curitiba, São José dos Pinhais e o Governo do Estado, tem uma viabilidade muito forte para dar certo”.finalizou Eduardo Pimentel.
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