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Temporais e vendavais atingem o Sul do país e causam estragos em milhares de residências

Os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul vêm enfrentando uma sequência de eventos climáticos extremos desde a última sexta-feira (25). De acordo com os órgãos oficiais de proteção e defesa civil, as intempéries — que incluem chuvas intensas, vendavais, tempestades e queda de granizo — já impactaram dezenas de municípios e deixaram milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.

No território catarinense, os estragos se intensificaram ao longo do último fim de semana, com registros significativos de precipitações volumosas e ventos fortes. A Defesa Civil de Santa Catarina informou que 18 cidades foram afetadas, somando mais de 1,4 mil habitações danificadas. Diante da gravidade dos impactos e dos prejuízos estruturais, sete municípios decretaram oficialmente situação de emergência: Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim, São Domingos e Formosa do Sul.

Além disso, autoridades locais confirmaram que diversas prefeituras solicitaram itens de assistência humanitária para atender a população afetada, incluindo municípios como Anita Garibaldi. Em Seara, por exemplo, o cenário foi crítico após uma forte tempestade de granizo atingir todo o perímetro municipal. Mais de 800 residências sofreram com destelhamentos, enquanto edifícios públicos, unidades de saúde e escolas também registraram danos materiais consideráveis.

Outros municípios catarinenses também contabilizam perdas expressivas. Em Santiago do Sul, o fenômeno climático danificou prédios públicos e dezenas de moradias. Em Ponte Serrada, bairros centrais e áreas do interior foram atingidos pelo granizo, contabilizando centenas de edificações afetadas. Em Quilombo, na região rural, os vendavais e a queda de árvores resultaram na interdição temporária de rodovias estaduais, como a SC-157, além de deixarem comunidades inteiras sem o fornecimento regular de energia elétrica devido à destruição de postes de transmissão.

Cenário no Rio Grande do Sul

Do outro lado da divisa, o Rio Grande do Sul também registra um panorama severo de destruição desde o final da semana passada. A Defesa Civil gaúcha contabiliza dezenas de ocorrências distribuídas por dezenas de municípios, impulsionadas por rajadas de vento que superaram os 70 quilômetros por hora em alguns pontos do estado.

Os estragos no território gaúcho decorrem principalmente de chuvas torrenciais, queda de granizo, vendavais e ocorrências geológicas, como o deslocamento de massas de solo e lama. Até o momento, as autoridades confirmam que quatro pessoas sofreram ferimentos — com registros nos municípios de Pontão, Alegrete e Capão do Cipó —, embora não haja notificações sobre óbitos ou desaparecidos.

O impacto social e habitacional no Rio Grande do Sul é expressivo. Milhares de pessoas precisaram deixar suas casas, resultando em milhares de desalojados e dezenas de desabrigados. Milhares de residências sofreram algum tipo de dano estrutural, exigindo a mobilização contínua das equipes de resgate e assistência social.

Entre as localidades mais castigadas no estado gaúcho está o município de Santiago, onde uma intensa tempestade de granizo afetou dezenas de milhares de habitantes, deixando milhares de desalojados e centenas de desabrigados. Na região, milhares de moradias foram danificadas, além de dezenas de escolas e unidades de atendimento à saúde que tiveram suas estruturas comprometidas. Em Alegrete, o cenário se repetiu com centenas de casas danificadas e feridos que necessitaram de atendimento médico imediato.

As equipes de defesa civil dos dois estados seguem em alerta máximo, monitorando as condições meteorológicas e prestando apoio direto às famílias atingidas, enquanto prefeituras e órgãos estaduais avaliam os prejuízos totais para iniciar os processos de reconstrução das áreas afetadas.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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