Paraná

Empresários dizem que pedido de 10% do Sindimoc é absurdo; sindicato não descarta greve

A novela do transporte público de Curitiba e região metropolitana ganhou um novo capítulo na tarde desta quinta-feira (7), durante a entrega de 40 novos ônibus para a frota da capital paranaense. Durante o evento, realizado na Rua da Cidadania do Cajuru, o presidente do SetranspMaurício Gulin, afirmou que o pedido de reajuste de 10% formalizado pela categoria de motoristas e cobradores “é absurdo e fora da realidade atual do país”.

O responsável pelas empresas de ônibus também disse à imprensa que uma contraproposta está sendo formulada em parceira com a URBS. “Recebemos a pauta na semana passada, mas posso comunicar que um aumento de 10%, na atual situação do país, é um absurdo, totalmente fora da realidade”, revelou. “Se estamos pensando em um sistema modelo para o país, um tripé precisa ser feito entre empresas, poder público e sindicato, pois os encargos trabalhistas representam o maior custo da tarifa”, ponderou. Gulin acredita que um reajusta ‘razoável’ seria a recomposição da inflação em 2018, de pouco menos de 4%, para que não haja dano ao valor da passagem de ônibus.

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também comentou a negociação e acredita que todas as partes envolvidas chegarão a um acordo que agrade as partes. “Definiremos o preço da passagem somente após a decisão da Justiça do Trabalho sobre o reajuste dos trabalhadores. A conversa com a COMEC é muito promissora e nós trabalhamos para que as tarifas sejam as menores possíveis. Esse é um compromisso meu, do governador e tenho certeza que dos empresários também, pois se a passagem ficar cara, perderemos usuários”, refletiu.

Sobre o subsídio ao transporte, discutido no final de janeiro com o governo Ratinho Jr., Greca afirma que acredita em uma ‘parceria’ com o governo do estado. “Eu pedi para o governador e acho que ele será parceiro. Senão, eu tirarei um coelho da cartola. Esse subsidio existe em todas as partes do mundo, como em Londres, Pequim, Bogotá e São Paulo. Não existe ônibus com preço módico sem subsídio”, completou o prefeito.

Paralisação

A fala do presidente do Setransp não repercutiu bem dentro do Sindimoc, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana. O presidente da instituição, Anderson Teixeira, contestou a declaração de Gulin. “É uma pena a postura do Setransp em relação a esse caso, pois apresentamos essa pauta na semana passada. Eles não garantiram a data-base, não nos deram um retorno e agora dizem que a nossa proposta é absurda”, lamentou.

Segundo ele, o Sindimoc pautou sua proposta em estudos econômicos em parceria com os trabalhadores e com o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). “Não são números achados, foram feitos com muito trabalho. Esse episódio só evidencia como os empresários tratam o trabalhador no sistema de transporte de Curitiba”, disparou.

Banda B – -8/02/2019

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