
O Governo do Estado do Paraná lançou uma cabine modular de amamentação em um terminal do transporte coletivo metropolitano, marcando uma iniciativa inédita no Brasil. O projeto experimental teve início no Terminal Metropolitano Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A instalação, realizada pela Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) na quinta-feira (7), antecipa as celebrações do Dia das Mães, e já estará acessível ao público a partir de sexta-feira (8).
O investimento para a implementação do projeto-piloto somou R$ 53,5 mil. A Amep será responsável pelo acompanhamento e fiscalização dessa estrutura nos primeiros meses. A proposta abrange o fornecimento, transporte, montagem e instalação da cabine, além de oferecer garantia e suporte técnico, garantindo que todas as normas de acessibilidade, segurança e higiene sejam plenamente atendidas.
Conforme o presidente da Amep, Gilson Santos, a criação da cabine resulta de uma demanda concreta das usuárias do sistema de transporte. “Atualmente, quase 60% dos passageiros do transporte coletivo metropolitano são mulheres. Muitas delas realizam diariamente deslocamentos com seus filhos e precisam de um espaço apropriado para a amamentação ou cuidados básicos. A cabine vem exatamente para proporcionar conforto, segurança e dignidade a essas usuárias”, afirmou Santos.
A ideia para a cabine surgiu a partir de uma diretriz do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que teve a oportunidade de observar modelos semelhantes já em funcionamento em outros países. “Desenvolvemos o projeto e agora iniciamos essa fase piloto, que será monitorada para avaliar o uso e realizar eventuais ajustes antes de ampliar para outros terminais”, explicou Santos. Nos meses iniciais, a Amep acompanhará o funcionamento da cabine para entender a adesão das usuárias e o desempenho da estrutura.
Características da cabine
A cabine modular foi projetada para oferecer um ambiente reservado, seguro e confortável para mães que dependem do transporte coletivo e precisam de um espaço adequado para amamentar e cuidar de seus filhos durante os deslocamentos. O acesso ao espaço será gratuito e não exigirá cadastro prévio.
A estrutura está planejada para operação constante em ambientes de grande circulação, contando com ventilação apropriada, superfícies de fácil higienização e mobiliário de apoio. A cabine será monitorada externamente e contará com sinalização dentro do terminal, facilitando sua localização pelas passageiras.
Essa proposta atende a uma necessidade frequentemente observada no sistema metropolitano, especialmente entre as mulheres que equilibram trabalho e cuidados com a maternidade. Muitas passageiras utilizam os terminais como pontos de conexão, e nesse intervalo, necessitam realizar tarefas como amamentação ou troca de fraldas, sem um espaço adequado para essas atividades.
Além de melhorar a mobilidade, a iniciativa alinha-se às recomendações de saúde pública, que incentivam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e sua continuidade até, pelo menos, os dois anos, promovendo benefícios tanto para a criança quanto para a mãe.
A expectativa é que, ao final do período de testes de aproximadamente 60 dias, o modelo da cabine de amamentação possa ser replicado em outros terminais metropolitanos do Paraná, como em Colombo e Fazenda Rio Grande, ampliando assim a rede de acolhimento às mães que utilizam o transporte público.
“Estamos diante de um projeto inovador, uma experiência nova no Brasil. A proposta é iniciar, avaliar e, a partir dessa análise, expandir essa estrutura para outros equipamentos do sistema metropolitano”, concluiu o presidente da Amep.
Integração com políticas de apoio à primeira infância
O projeto da Amep faz parte de uma política mais abrangente do Governo do Estado, voltada para a primeira infância e a valorização das mulheres. Em 2023, foi inaugurada a primeira sala de apoio para servidoras lactantes no Palácio Iguaçu, em Curitiba. No momento, o Paraná também conta com 29 salas de apoio à amamentação que foram certificadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Essas estruturas, instaladas em empresas privadas, devem atender a critérios que garantem condições adequadas para o atendimento das mulheres e o armazenamento seguro de leite materno.
Fonte:: parana.pr.gov.br











