
A Polícia Federal deflagrou uma operação na quarta-feira (21) com o objetivo de reprimir e investigar possíveis fraudes cometidas por participantes em um concurso público promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ação, batizada de Operação Gabarito, mobilizou agentes para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, atingindo três bairros situados na zona oeste da capital fluminense.
As autoridades policiais iniciaram as apurações após receberem uma notícia-crime formalizada pela própria instituição responsável pela gestão e organização do processo seletivo. A empresa Selecon, encarregada de conduzir o concurso para o provimento de cargos de técnico administrativo em educação na UFRJ, identificou anomalias preocupantes durante a correção e análise dos exames.
Segundo os registros da banca examinadora, foi constatada a existência de um padrão de respostas altamente suspeito e recorrente entre as provas de diversos candidatos, o que acendeu o sinal vermelho para a integridade do certame. Diante da evidência estatística e comportamental, a principal linha de investigação conduzida pela Polícia Federal aponta para a atuação de um esquema coletivo estruturado para burlar o sistema de avaliação, fraudar os resultados oficiais e garantir a aprovação ilícita de determinados concorrentes.
A investigação ressalta que os indivíduos envolvidos na prática ilegal poderão responder criminalmente perante a Justiça por fraude em certame de interesse público, delito que prevê sanções severas para coibir a violação de processos seletivos oficiais.
O edital oficial do concurso em questão foi lançado inicialmente em dezembro de 2025, com a finalidade de preencher um total de 243 vagas voltadas para cargos técnico-administrativos de níveis médio e superior dentro da estrutura da instituição federal de ensino. As etapas de avaliação, compostas por provas objetivas e discursivas, foram aplicadas aos inscritos no início de março deste mesmo ano.
As diligências continuam emandamento nos endereços alvos dos mandados na zona oeste carioca, onde equipes da Polícia Federal buscam apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova que possam detalhar a dinâmica do grupo e identificar eventuais mentores ou participantes adicionais do esquema fraudulento.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br









