
Mesmo que o cidadão já tenha verificado o seu local de votação com antecedência, a recomendação da Justiça Eleitoral é realizar uma nova consulta antes de sair de casa no domingo, dia 25, data em que ocorre o segundo turno. Especialistas e autoridades também aconselham que os eleitores compareçam às urnas preferencialmente no período da manhã, garantindo assim uma margem de tempo adequada para eventuais deslocamentos caso tenha ocorrido alguma alteração na seção eleitoral.
A Justiça Eleitoral tem emitido alertas frequentes informando que os endereços de votação podem sofrer modificações de última hora até o dia do pleito. Após um pico de quase 4 mil seções alteradas logo após o primeiro turno, novos levantamentos indicam que os ajustes pontuais continuam a ser monitorados e divulgados pelas autoridades competentes.
De acordo com uma nota conjunta dos TREs, emitida pelo Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), cada um dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais tem a responsabilidade de atualizar e divulgar por todos os meios de comunicação disponíveis os locais que eventualmente precisem ser modificados até o encerramento da votação.
Onde conferir o local de votação com segurança
Para evitar transtornos, o eleitor deve buscar informações exclusivamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral. A verificação pode ser feita de forma rápida por meio da ferramenta “onde votar” no aplicativo e-Título, ou acessando diretamente os portais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos respectivos TREs estaduais.
As autoridades alertam que circulam frequentemente em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, e em redes sociais diversos links não oficiais que prometem facilitar a consulta, mas que representam riscos de desinformação. O uso dessas plataformas paralelas deve ser evitado.
Motivos para as alterações de última hora
Em sua comunicação oficial, os TREs esclarecem que qualquer mudança nos endereços de votação só é realizada em caráter de absoluta necessidade. Os motivos por trás dessas decisões costumam envolver situações extraordinárias, tais como eventos climáticos extremos, problemas estruturais repentinos nos prédios designados ou questões ligadas à segurança pública.
O Coptrel também ressalta que o Tribunal Superior Eleitoral não possui ingerência direta sobre essas modificações logísticas, que respondem a demandas locais e emergenciais coordenadas pelos tribunais de cada região.
Impacto das mudanças na rotina do eleitor
Para o advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo, a dinâmica de atualização dos dados pode gerar certa confusão entre os votantes, embora reforce que não há indícios de má-fé por parte dos órgãos públicos. Para ele, as oscilações refletem desencontros de informações operacionais comuns em um país de dimensões continentais.
“Sempre lembrando que o Brasil é muito grande, então, pode ser que chova hoje no Sul ou no Norte, e a escola fica prejudicada para domingo. Com isso, é atualizada a informação, mas vão ser algumas seções eleitorais, só em algumas escolas”, pontuou o especialista, destacando que imprevistos climáticos e estruturais exigem respostas rápidas.
Rollo também observa que a Justiça Eleitoral enfrenta limitações logísticas para notificar cada cidadão individualmente, visto que nem todos os cadastros contam com e-mails ou números de telefone perfeitamente atualizados. Por isso, a recomendação recae sobre a consulta ativa por parte do eleitor e a ampliação da divulgação por meio da imprensa tradicional e dos canais oficiais.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br










