
Milhares de pessoas tomaram as duas pistas da orla de Copacabana, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O ato público foi convocado em defesa da democracia e em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os presentes, histórias de diferentes gerações se cruzavam na avenida. A professora aposentada Clara Davidorch, de 87 anos, compareceu à manifestação acompanhada por duas amigas, de 85 e 82 anos. Ela destacou a importância histórica da participação política e dos direitos conquistados ao longo dos anos.
“Vim nesse ato pelo Lula e pelas mulheres que morreram para que eu pudesse votar. Tenho dois filhos e três netos e penso no futuro deles”, declarou a aposentada, que atua nas ruas pela campanha desde o dia 16 de agosto. Demonstrando otimismo com o pleito, ela elogiou a mobilização da juventude: “Venham votar. Estou muito otimista. A garotada nos encheu de gás”.

A pauta educacional e a ascensão social por meio de políticas públicas também motivaram a presença de estudantes no ato na capital fluminense. Suelen Geovana, de 25 anos, estudante de pós-graduação em Gestão do Conhecimento da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, deslocou-se de Campo Grande, na zona oeste, para participar da mobilização.
“Estou aqui porque luto pela democracia, pelo acesso à educação, à saúde e à igualdade para todos. Graças ao governo Lula, pude fazer uma faculdade pública. Entrei como cotista porque venho de uma família pobre. Estou otimista. A gente vai virar”, pontuou a estudante, fazendo referência ao cenário eleitoral do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL) registrou 47,03% dos votos e Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 45,16%.

O ato também contou com a presença de famílias que decidiram levar os filhos para acompanhar de perto a dinâmica de uma manifestação política. A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, esteve na orla acompanhada dos filhos Larissa, de 11 anos, e Davi, de 8 anos.
“As crianças devem ser criadas dentro de um movimento de entender o que acontece na dinâmica social. Viver é um ato político. Este é um momento importante para o país, em que a gente não está apenas escolhendo um representante para chefiar nossa nação, mas também decidindo sobre direitos humanitários e a defesa da dignidade da pessoa humana”, afirmou a advogada.
Para Carolina, a vivência democrática passa pelo respeito à pluralidade de pensamentos: “Não quero que meus filhos cresçam num ambiente onde todo mundo pensa igual. Eu quero que eles tenham o direito de discordar. Esse é o processo democrático”.

Além da concentração na praia de Copacabana, a agenda desta segunda-feira previa outras mobilizações em apoio ao candidato à reeleição no estado do Rio de Janeiro. Foram programados atos na Praça da Cantareira, em Niterói; na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão; nos Arcos da Lapa, na região central da capital; e na Praça dos Estudantes, no município de Nilópolis.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br










