
A seleção brasileira derrotou a Alemanha por 5 a 1 e conquistou o título do Desafio Internacional de Judô, evento que retorna ao calendário da Confederação Brasileira da modalidade (CBJ) após ausência de oito anos. A equipe nacional quebrou um jejum de três anos sem vitórias sobre os alemães em competições mistas. Os judocas Shirlen Nascimento, Daniel Cargnin, Rafaela Silva, Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves garantiram a vitória no tatame em Blumenau, Santa Catarina. O triunfo teve um clima de revanche, já que no ano passado, no Mundial de Budapeste, na Hungria, o Brasil foi superado pelos alemães nas quartas de final e terminou na quinta colocação.
Primeira a brilhar no tatame, a campeã mundial Shirlen Nascimento levou a melhor sobre Seja Ballhaus ao aplicar um ippon no início do golden score, o tempo extra, na disputa da categoria abaixo de 57 quilos. Na luta seguinte, o gaúcho Daniel Cargnin, na categoria até 73 quilos, ampliou a vantagem nacional para 2 a 0 ao derrotar Kevin Abeltshauser com um yuko e um ippon por imobilização.
“As disputas contra a Alemanha sempre são decididas nos detalhes, porque são duas equipes muito equilibradas. Agora, o foco é aproveitar o período de preparação para chegar ao Mundial ainda mais forte e buscar essa medalha por equipes que tanto queremos, contando também com a união do grupo, que é um dos nossos maiores diferenciais”, analisou Cargnin, referindo-se ao Mundial em Baku, no Azerbaijão, agendado para o início de outubro.
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A terceira luta da noite foi da medalhista olímpica Rafaela Silva, que neste ano já havia conquistado o título do Grand Slam de Paris, na França, na categoria de 63 quilos. A carioca enfrentou uma adversária conhecida, Mirian Butkereit, que a derrotara duas vezes no ano anterior durante o Mundial de Budapeste. Mesmo competindo na categoria acima da sua, até 70 quilos, a brasileira se sobressaiu ao reverter uma tentativa de golpe da rival e marcar um waza-ari. Na sequência, Rafaela encaixou um ippon e garantiu o terceiro ponto consecutivo para o Brasil em solo catarinense.
“É sempre um privilégio lutar no Brasil, ainda mais em uma competição internacional com atletas de alto nível e medalhistas mundiais e olímpicos. Poder competir em casa, com o apoio da torcida, é muito especial e nos motiva a dar o nosso melhor para inspirar as novas gerações. Essa vitória também teve um gosto especial porque consegui corrigir os erros da derrota que sofri para essa adversária no ano passado, colocando em prática tudo o que venho treinando”, declarou Rafaela em depoimento aos canais oficiais da CBJ.
Representando São José dos Campos, em São Paulo, Rafael Macedo também obteve êxito na categoria até 90 quilos contra Paul Friedrichs. O brasileiro finalizou o confronto aplicando uma chave de braço, elevando o placar agregado para 4 a 0 para a equipe da casa.
O ponto de honra da equipe alemã veio na categoria acima de 70 quilos, em um combate entre a paulista Beatriz Freitas e Alina Boehm. A atleta europeia levou a melhor ao projetar a brasileira com um waza-ari, reduzindo a desvantagem no placar geral para 4 a 1.
A confirmação do título veio com o paulista Leonardo Gonçalves, que competiu na categoria até 100 quilos contra Louis Mai. Reconhecido por sua excelência na luta de solo, Gonçalves garantiu o triunfo final por 5 a 1 ao imobilizar o adversário com mais uma chave de braço.
Apesar da expressiva vitória no Desafio Internacional, a seleção brasileira ainda contabiliza desvantagem no histórico geral de confrontos contra a Alemanha. Desde 2013, considerando apenas a classe sênior principal, os europeus acumulam seis vitórias, enquanto o Brasil soma quatro triunfos.
Encerrado o compromisso em solo nacional, a equipe brasileira direciona os treinamentos para a disputa do Grand Prix de Lima, no Peru, competição que distribui pontos importantes para o ranking de classificação visando os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br











