
O motorista de aplicativo Luciano de Oliveira Nunes, 34 anos, que estava desaparecido há dois dias, foi morto por dois adolescentes que confessaram o crime na noite deste domingo (21), na Delegacia do Adolescente. Um rastreador levou a família até o carro de Nunes, um Fox, que já estava com a dupla. A Polícia Militar (PM) foi acionada, não acreditou na versão de receptação dos adolescentes e ambos foram apreendidos. Depois, ambos – de 16 e 17 anos – confessaram o crime.
De acordo com a família, o último contato com o motorista foi no sábado, horas antes de ser acionado para uma corrida particular dos adolescentes. Depois disso, ele não fez mais contato com a família.
Sem notícias de Nunes, a irmã dele rastreou o carro e conseguiu localizá-lo, em uma rua de condomínios, na Cidade Industrial. Familiares aguardavam a chegada dos policiais ao lado do carro, quando dois adolescentes se aproximaram e entraram no veículo, utilizando a chave normalmente. Indagados pelos familiares, os dois contaram que tinham comprado o carro de um morador de rua.
Para a polícia, a dupla de adolescentes contou que às 2 horas da madrugada de domingo (21) encontrou um morador de rua, conhecido como ‘Nóia’, que ofereceu a eles um carro por R$ 700. Eles contaram que fecharam negócio com esse homem e que, depois com as chaves, foram até ao local onde o carro estava estacionado e, então, encontraram os familiares do dono do carro. Os dois negaram que tivessem conhecimento sobre o dono do carro. Com alguns ferimentos no rosto, disseram à polícia que tinham brigado em uma tabacaria.
Certos de que a versão dos adolescentes era fantasiosa, policiais indagaram novamente se a dupla conhecia Luciano. Dessa vez, um deles confirmou que sabia quem era o dono do carro, que já tinham se visto algumas vezes e que, na verdade, os dois teriam agredido o motorista e o abandonado perto do Shopping Ventura, no bairro Portão.
Já na Delegacia do Adolescente, ambos confessaram aos investigadores que assassinaram Luciano para ficar com o carro, e que teriam jogado o corpo dele em um terreno baldio, na rua José Zaleski esquina com a José Oribes Corrêa, em um loteamento conhecido como Neoville. Segundo eles, a morte teria ocorrido por espancamento.
O corpo do motorista do aplicativo foi encontrado pela Polícia Civil e recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.










