
Famílias que vivem na ocupação Santa Cruz, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba (RMC), reclamam da abertura de comportas da Barragem do Passaúna por parte da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Elas alegam que, após o processo, passaram a viver ilhados na região e têm tido dificuldades para manter a rotina, devido às enchentes no entorno de suas casas.
A reportagem da Banda B entrou em contato com a Sanepar e obteve um posicionamento sobre o caso (leia abaixo).
Andreza Vieira, moradora da ocupação Santa Cruz, foi pontual ao dizer o que há ao seu redor.
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Famílias de ocupação reclamam de comportas abertas para vazamento da Barragem do Passaúna
Andreza Vieira, moradora da ocupação Santa Cruz, foi pontual ao dizer o que há ao seu redor
Por Gabriel Souza e Antônio Nascimento em 16 de novembro, 2022 as 12h30.
Araucária
Famílias que vivem na ocupação Santa Cruz, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba (RMC), reclamam da abertura de comportas da Barragem do Passaúna por parte da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Elas alegam que, após o processo, passaram a viver ilhados na região e têm tido dificuldades para manter a rotina, devido às enchentes no entorno de suas casas.
A reportagem da Banda B entrou em contato com a Sanepar e obteve um posicionamento sobre o caso (leia abaixo).
Andreza Vieira, moradora da ocupação Santa Cruz, foi pontual ao dizer o que há ao seu redor.
“Estamos todos ilhados. As crianças não vão à escola, podemos pegar doenças, porqóue a água está parada a dias, está fedendo, estamos tendo que andar de botas. Está complicado para sairmos de casa”, iniciou a mulher, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (16).
Cerca de 30 famílias vivem no espaço, segundo os próprios moradores. Eles ainda relatam que com o enchimento das valetas, animais peçonhentos têm sido vistos com frequência. Andreza chegou a relatou sobre a existência de cobras.
“Esperamos que eles fechem as comportas para podermos secar os terrenos”, falou ela. “Eles falam que é para ‘escoar um pouco’, mas ‘este pouco’ para a gente já fez um estrago. Está tudo parado, está fedendo e passam muitos bichos”, completou a mulher.
Nota – Sanepar
Segundo a Sanepar, a Barragem do Passaúna tem uma liberação de água de 500 litros por segundo, conforme outorga do Instituto Água e Terra (IAT). A companhia alega que a liberação dessa água é necessária para manter a vazão do rio, que segue após a barragem.
“É importante destacar que, na verdade, a existência de qualquer lago ou represamento amortece o efeito de alagamento provocado por chuvas. Ou seja, a barragem evita alagamentos que seriam causados por chuvas fortes, como as que vem ocorrendo. O extravasamento da barragem, que atingiu o nível de 100% em 31 de outubro, segue o curso do rio”, pontua a companhia.
Além disso, a Sanepar pontuou que possíveis problemas em áreas de ocupação acontecem “por obedecerem ao planejamento urbano do município”.
“Logo podem estar dentro de áreas de preservação permanente e estão sujeitas a inundações por chuvas. A vazão atual é de 600 litros por segundo (no mínimo, deve ser 500 l/s), ou seja, está dentro da normalidade de antes da estiagem”, explica o texto.
Veja as imagens enviadas à Banda B, abaixo:
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