Saúde

Monkeypox: Paraná registra 31 novos casos, segundo boletim

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou 31 casos novos de monkeypox, a varíola dos macacos. De acordo com o boletim atualizado na quarta-feira (17), foram 23 novos diagnósticos em Curitiba. Na Região Metropolitana, Almirante Tamandaré e Araucária registraram um caso.

Em Paranaguá foi confirmado novo um caso. São três casos confirmados em Londrina, no norte. Na região oeste do estado, Cascavel e Foz do Iguaçu, também registraram um caso cada cidade.

Segundo o boletim epidemiológico, os casos de monkeypox registrados no estado envolvem 77 homens e seis mulheres. Todos têm idades entre 13 e 59 anos. Além dos 83 casos confirmados, a Secretaria de Estado da Saúde investiga 108 casos suspeitos.

Perguntas e respostas

O que é a monkeypox?
É uma doença causada pelo vírus monkeypox, que ficou conhecida como varíola dos macacos.

Como se transmite?
O vírus monkeypox é transmitido quando alguém tem contato direto com as lesões de pele, secreções respiratórias ou com objetos contaminados usados por uma pessoa que está infectada.

Embora não seja uma infecção sexualmente transmissível, a doença pode ser passada durante a relação sexual pelo contato direto (pele a pele) entre as pessoas envolvidas.

Muitos dos casos registrados até o momento no mundo foram observados em homens que fazem sexo com outros homens. Mas qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, pode ser contaminada.

Quais são os sintomas?
A pessoa infectada apresenta lesões na pele de uma ou mais partes do corpo (rosto, pernas, braços, tronco ou região genital) e que podem se espalhar para outras partes do corpo nos dias seguintes.

As lesões aparecem, mais comumente, uma semana após o contato com alguém contaminado, mas este período, que é chamado de “incubação”, pode variar de 6 a 21 dias

As lesões lembram as da varicela (catapora), com a diferença de que estão todas no mesmo estágio de evolução.

A pessoa pode ter também febre, presença de “íngua” pelo corpo, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e fraqueza.

O que fazer se apresentar alguma lesão como essa?
Neste momento, em relação à monkeypox, a SMS orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus) após contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença. Em caso de dúvidas, procure a sua unidade de saúde de referência ou ligue na Central de Atendimento 3350-9000, que funciona todos os dias, das 8h às 20h.

E se eu tiver contato com alguém com essas lesões?
De forma geral, precisa aguardar ter algum sintoma para iniciar a investigação com exames. Em caso de dúvidas, ligue na Central 3350-9000.

Qual o tratamento para monkeypox?
Não existe tratamento específico. O tratamento é baseado no alívio de sintomas como dor e febre. A evolução da doença é benigna na grande maioria dos pacientes.

Precisa fazer isolamento domiciliar?
Pessoas com suspeita de monkeypox devem cumprir isolamento domiciliar. No atendimento médico, será fornecido inicialmente um atestado de dez dias ou até vir o resultado dos exames. Após a reavaliação médica e dos resultados, se for confirmada monkeypox, o período de isolamento deve durar até que todas as lesões estejam curadas.

A OMS declarou emergência em saúde pública em relação à monkeypox. Isso significa que a monkeypox é tão grave como a covid-19?
Não! A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a monkeypox é uma emergência em saúde pública, com risco moderado em todo o mundo, com exceção da Europa, onde o risco é alto. A decisão da OMS está relacionada ao espalhamento da doença no globo e não com a gravidade da evolução da doença em si.

Até o presente momento, a monkeypox é uma doença com prognóstico muito benigno. Ou seja, salvo raríssimas exceções, não há agravamento do paciente, bem diferente do quadro que havia do coronavírus no início da pandemia.

Além disso, esse vírus exige um contato íntimo físico, pele a pele, para que ocorra a transmissão. Ao contrário de outros vírus muito transmissíveis, como o covid-19, o influenza ou o do sarampo, esse vírus deste tipo de varíola exige um contato direto principalmente com as lesões de pele para que ocorra a transmissão.

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