
A Cadeia Pública Feminina de Alto Paraná foi cenário de uma iniciativa internacional de apoio e assistência religiosa na última quinta-feira (22). Um grupo de pastoras vindas dos Estados Unidos esteve na unidade prisional em uma ação articulada pela Igreja CIA, localizada no município de Maringá, por intermédio da iniciativa humanitária Movidas por Amor Internacional. O principal propósito da visita foi oferecer momentos de escuta, acolhimento emocional, reflexão e conforto espiritual para as detentas que cumprem pena no local.
Durante a programação especial, as líderes religiosas estrangeiras conduziram palestras, compartilharam trajetórias de vida e transmitiram mensagens voltadas à fé, à resiliência e à esperança em dias melhores. O evento foi aberto a todas as custodiadas da unidade, permitindo que a totalidade da população carcerária feminina tivesse acesso às atividades propostas, que abrangeram sessões de oração e conversas francas sobre temas fundamentais como a valorização da existência humana, a prática do perdão e as perspectivas reais de reconstrução pessoal após o cumprimento das penas.
Intercâmbio cultural e apoio à ressocialização no sistema prisional
A presença das visitantes norte-representou não apenas um suporte espiritual, mas também um intercâmbio cultural singular dentro do ambiente prisional. As detentas tiveram a chance de interagir com pessoas de realidades e nacionalidades distintas, o que enriqueceu a troca de experiências e promoveu uma abertura para novas visões de mundo, fundamentais para o processo de convivência e desenvolvimento humano.
O coordenador regional da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Maringá, Júlio César Vicente Franco, fez questão de enfatizar o valor estratégico de ações conjuntas que unem o poder público e entidades da sociedade civil organizada em prol da assistência religiosa e da reintegração social. De acordo com o gestor, tais parcerias extrapolam a função básica de custódia do Estado. “Essas ações demonstram a importância da parceria entre a Polícia Penal e a sociedade civil no desenvolvimento de atividades que vão além da custódia. Nosso trabalho também envolve garantir condições para que as pessoas privadas de liberdade tenham acesso a oportunidades de reflexão, desenvolvimento pessoal e reconstrução de suas trajetórias. A ressocialização é uma parte fundamental da nossa missão institucional”, pontuou o representante da segurança pública.
No mesmo sentido, a policial penal e diretora da Cadeia Pública Feminina de Alto Paraná, Sandreli Ortiz Frasson, avaliou que a vivência proporcionada pelas pastoras age diretamente na autoestima das custodiadas, fomentando a criação de novas metas de vida para o período pós-cárcere. “Momentos como esse colaboram com a reinserção ao meio social, pois valorizam a pessoa humana e possibilitam que as mulheres privadas de liberdade tenham contato com experiências, testemunhos e mensagens capazes de despertar novos propósitos para suas vidas. São ações que fortalecem a autoestima, renovam a esperança e mostram que sempre existe a possibilidade de recomeçar e construir uma nova história”, declarou.
O impacto da espiritualidade na superação de adversidades
Para o grupo voluntário, a viagem ao interior paranaense representou a concretização de um propósito de solidariedade global. Carla Alvarenga, representante do projeto Movidas por Amor Internacional, destacou a intensidade emocional do encontro e a relevância de levar mensagens de conforto a mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade extrema e isolamento social.
“Foi uma experiência muito marcante, de emoção, fé e amor. Tivemos a oportunidade de levar a Palavra de Deus a essas mulheres e mostrar que, independentemente de suas histórias, todas merecem acolhimento e uma nova oportunidade. Acreditamos que o amor de Deus ultrapassa fronteiras e que, mesmo em situação de privação de liberdade, é possível encontrar esperança, perdão e caminhos para um novo começo”, concluiu a voluntária.
A iniciativa reforça o papel das unidades prisionais paranaenses na busca por metodologias humanizadas de cumprimento de pena, unindo esforços institucionais e comunitários para mitigar os impactos do cárcere e preparar as detentas para um retorno mais seguro e produtivo ao convívio em sociedade.
Fonte:: policiapenal.pr.gov.br



