Política

Tribunal Superior Eleitoral reforça uso de tecnologia para combater fake news nas eleições

Davi Alcolumbre, Kássio Nunes e Hugo Motta

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, fez questão de ressaltar a relevância do apoio institucional recebido pelas lideranças do Poder Legislativo durante o pleito. O magistrado expressou gratidão pela presença dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que compareceram à sede da Corte eleitoral.

Durante entrevista coletiva concedida após o encontro entre as autoridades, o chefe do TSE classificou a visita como um gesto de grande expressão institucional. “Vieram pessoalmente ao Tribunal Superior Eleitoral hipotecar apoio e reconhecimento ao trabalho desempenhado pela Justiça Eleitoral. É um ato institucional de relevante grandeza”, declarou o ministro aos jornalistas presentes.

O avanço tecnológico implementado pela Justiça Eleitoral brasileira foi um dos pontos centrais abordados por Kássio Nunes Marques. O magistrado pontuou que artefatos modernos e seguros, a exemplo da tradicional urna eletrônica, do aplicativo e-Título e da inovadora ferramenta assistente virtual do WhatsApp conhecida como ChatVote, desempenham um papel fundamental na organização do pleito e na transparência das informações transmitidas à sociedade.

Sobre a novidade tecnológica adotada no pleito atual, o presidente da Corte enfatizou a utilidade prática do recurso digital. “Essa ferramenta está sendo utilizada de maneira inédita no dia da eleição e já se mostrou eficaz na tarefa de bem informar o eleitor”, afirmou o magistrado, evidenciando o esforço contínuo do tribunal para se adaptar às novas demandas da era digital e facilitar o acesso a dados seguros por parte da população.

Combate intensificado à desinformação

Questionado sobre a circulação de conteúdos falsos, o ministro admitiu que o volume e a intensidade das notícias inverídicas aumentaram de forma considerável durante o período do segundo turno. Diante desse cenário adverso, a resposta institucional precisou ser redobrada para proteger a lisura do processo democrático brasileiro.

O TSE adotou medidas enérgicas, expandindo as frentes de atuação nas chamadas salas digitais. De acordo com o presidente do órgão, o foco principal dessas equipes foi direcionado para elucidar questionamentos e mitigar ataques direcionados à segurança do sistema eletrônico de votação.

“As equipes foram reforçadas, e o diálogo com as plataformas foi intensificado, voltando todas as atenções para a circulação de notícias que não são verdadeiras e são nocivas à democracia”, explicou Kássio Nunes Marques, reforçando que a cooperação com as empresas de tecnologia é indispensável para conter a disseminação em massa de inverdades.

Garantia de transporte e segurança pública

Outro aspecto abordado pelo chefe do tribunal foram as ações logísticas voltadas para assegurar que todos os cidadãos tivessem pleno direito ao voto, com atenção especial voltada para parcelas da população que frequentemente enfrentam barreiras de acesso. O ministro reafirmou o compromisso com a disponibilização de transporte adequado para pessoas com deficiência, indivíduos com mobilidade reduzida, comunidades quilombolas e povos originários.

No que tange à ordem pública durante o dia de votação, o magistrado destacou que as forças de segurança pública de todo o país encontram-se plenamente mobilizadas e atuam de maneira integrada e coordenada com a Justiça Eleitoral. Segundo o balanço preliminar apresentado pelo presidente da Corte, o cenário nos locais de votação transcorria dentro da normalidade esperada. “As ocorrências têm sido baixas”, pontuou.

Judicialização e transparência

Por fim, o ministro comentou sobre a possibilidade de contestações formais acerca dos resultados das urnas. Para Kássio Nunes Marques, o questionamento jurídico faz parte da dinâmica democrática do país e da própria cultura jurídica nacional, sendo uma tradição historicamente consolidada na Justiça Eleitoral brasileira.

“É uma tradição da Justiça Eleitoral brasileira a judicialização. Faz parte da nossa cultura jurídica. As demandas que vierem ao tribunal, todas terão as respectivas respostas nos seus respectivos autos”, garantiu o magistrado, ressaltando o foco imediato da instituição. “Cada agonia a seu tempo. A agonia de hoje é entregarmos uma eleição segura, pacífica e transparente.”

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Fonte:: camara.leg.br

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