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Bloco do Mercosul oferece cooperação humanitária à Colômbia após sismo devastador

Os países que compõem o bloco do Mercosul, juntamente com seus estados associados, manifestaram profundo apoio e solidariedade à população da Colômbia após o forte terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o território nacional na última segunda-feira (10). O evento sísmico gerou consequências severas em diversas cidades, mobilizando governos de toda a América do Sul em uma rede de apoio humanitário e assistência técnica.

Em um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (12), o bloco econômico e político expressou total disposição para colaborar de maneira direta com as autoridades colombianas. O foco da cooperação internacional envolve o apoio nas complexas operações de resgate, o atendimento médico e humanitário às vítimas afetadas, e o planejamento para a futura recuperação dos danos causados à infraestrutura pública e privada das localidades atingidas.

O comunicado conjunto foi endossado pelos estados-parte do bloco — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai —, além dos estados associados, que incluem Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname. Os representantes das nações transmitiram condolências formais aos familiares das vítimas fatais e desejaram pronta recuperação aos feridos durante a catástrofe.

Durante pronunciamento oficial realizado nesta terça-feira, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia e reforçou que o governo brasileiro permanece inteiramente à disposição para enviar equipes de resgate e suprimentos necessários para mitigar os impactos do desastre na região.

As autoridades locais da Colômbia informam que as equipes de busca continuam trabalhando intensamente. Até o momento, já passa de 224 o número de mortos confirmados em decorrência do forte tremor de terra. O epicentro e a maior força do abalo sísmico concentraram-se na tradicional região cafeeira da Colômbia, situada na porção oeste do país, o que levou o governo federal colombiano a decretar estado de emergência nacional de forma imediata.

O impacto do abalo sísmico foi devastador para a paisagem urbana de municípios expressivos. Em cidades como Cali, o tremor reduziu edifícios de vários andares a montes de escombros, contabilizando pelo menos 85 mortes confirmadas até a manhã desta terça-feira. A gravidade da situação atual tem provocado comparações históricas por parte de especialistas e sobreviventes, que recordam o sismo catastrófico de 1999, responsável por vitimar mais de 1 mil pessoas na mesma zona geográfica.

Além disso, o episódio atual soma-se a outro grande desastre natural recente na América do Sul. Em junho deste ano, a região enfrentou outra tragédia sísmica na vizinha Venezuela, onde o número de mortos nos terremotos ultrapassou 6,3 mil pessoas, evidenciando a alta vulnerabilidade tectônica de partes do continente sul-americano e reforçando o alerta para protocolos conjuntas de prevenção e resposta a catástrofes naturais.

Diante do cenário de destruição, o Mercosul fez questão de ressaltar a importância vital de uma resposta unificada e solidária entre os países vizinhos sempre que ocorrem emergências de grande proporção e catástrofes humanitárias na região latino-americana. A expectativa é que novas frentes de ajuda internacional cheguem ao solo colombiano nos próximos dias para auxiliar no alívio das comunidades mais vulneráveis e na reconstrução das áreas afetadas.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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