
Em uma nova operação de fiscalização voltada ao combate ao descaminho e às fraudes aduaneiras, auditores-fiscais da Receita Federal interceptaram, nesta quinta-feira (5), um contêiner recheado de mercadorias falsificadas e não declaradas no Porto do Rio de Janeiro.
A carga ilícita, que embarcou na China com destino ao território brasileiro, impressiona tanto pelo volume quanto pelo impacto financeiro. De acordo com os órgãos de fiscalização, o carregamento pesa aproximadamente 22 toneladas e possui um valor de mercado estimado em R$ 9,46 milhões. No interior da estrutura portuária, os agentes catalogaram mais de 91 mil itens irregulares, abrangendo vestuário esportivo, calçados e acessórios que ostentavam indevidamente nomes e símbolos de marcas mundialmente famosas, com destaque para a Nike e a Adidas.
Durante o procedimento de conferência aduaneira, os servidores identificaram uma tentativa clara de burlar a fiscalização alfandegária. Inicialmente, a documentação de importação declarava apenas a presença de mercadorias de menor valor agregado. Para tentar ludibriar a inspeção dos fiscais, esses produtos legítimos ou de menor relevância foram posicionados estrategicamente na parte frontal do contêiner.
Contudo, o avanço da verificação física e o uso de técnicas avançadas de análise de risco permitiram que a equipe aduaneira aprofundasse a vistoria. Foi então que os auditores descobriram um vasto esquema de ocultação: o fundo do contêiner estava completamente preenchido pelo enorme volume de artigos esportivos falsificados e omitidos nas declarações oficiais de importação.
A operação bem-sucedida no terminal portuário carioca evidencia a importância estratégica da atuação da Receita Federal na proteção da economia nacional. Esse tipo de apreensão não visa apenas reprimir a pirataria e a violação de direitos de propriedade intelectual, mas também combater a concorrência desleal que prejudica o comércio formal e os empresários que cumprem regularmente suas obrigações fiscais. Além disso, a comercialização de produtos contrafeitos representa riscos aos consumidores, que adquirem itens sem nenhuma garantia de qualidade ou procedência sanitária e técnica.
A intervenção faz parte do escopo de ações da Operação Fronteira Receita Federal 2026. Trata-se da maior iniciativa conjunta de vigilância, repressão e controle em rotas logísticas e fronteiriças utilizada por organizações criminosas para a prática de delitos como contrabando, descaminho, evasão de divisas, além do tráfico ilícito de drogas, armas e crimes contra a fauna e a flora. A mobilização em curso consolida a integração entre diferentes órgãos de segurança pública, agências de fiscalização e setores de defesa, potencializando o compartilhamento de inteligência e garantindo uma resposta coordenada do Estado contra os esquemas de criminalidade organizada no país.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br









