Meio ambiente

Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

Neste sábado (23), os moradores do bairro Jagatá, localizado em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram de um simulado de desastre voltado para situações de inundação. A comunidade, que conta com 23 residências habitadas por 53 pessoas, está situada em uma área de mangue, tornando-se suscetível a variações de maré da baía que se encontra a poucos metros das casas.

O exercício foi promovido pela prefeitura municipal, com o apoio do Estado, e envolveu aproximadamente 50 profissionais das Defesas Civis estadual e municipal, além de secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

Essa ação integra a iniciativa da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, que visa preparar os municípios para lidar com inundações, alagamentos e deslizamentos, fenômenos que podem ser intensificados pela passagem do fenômeno climático El Niño, que promete impactar severamente o Paraná.

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O capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual, comentou sobre a importância do exercício: “Testamos nossa capacidade de acessar a comunidade em um evento de alagamento. Aprendemos na prática como funciona o plano de contingência e como as secretarias atuam em conjunto, visando aprimorar o atendimento à população em uma situação de emergência.”

A escolha do bairro Jagatá foi feita devido às características locais, conforme explicou Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Realizamos um levantamento recente e observamos que havia poucas informações sobre essa área. Já enfrentamos situações de chuvas intensas e maré alta, que resultaram em ilhas e impediram a saída dos moradores. Por isso, identificamos a necessidade de preparar esses residentes para possíveis ocorrências futuras,” destacou.

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O simulado teve início por volta das 9h30, com o acionamento das equipes de bombeiros e defesa civil, e incluiu o suporte de uma ambulância para treinamento de resgate de uma pessoa com dificuldade de locomoção. O tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina, detalhou: “Buscamos medir o tempo necessário das equipes para deslocar e acessar o local, o que nos ajudou a conhecer melhor o terreno e a nos familiarizarmos para oferecermos uma resposta mais efetiva em um caso real.”

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente definido, onde dois ônibus foram disponibilizados para o deslocamento até o abrigo mais próximo, situado na Escola Municipal Gil Feres. Ao chegarem, todos passaram por um cadastro e participaram de palestras informativas com orientações básicas sobre como identificar sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes que uma situação se agrave.

Gratos pelas orientações

Carlos Alberto, trabalhador do porto, e sua família, que vieram de Curitiba para residir no bairro, expressaram gratidão pelas informações recebidas. “Estamos aqui há seis anos e já vivenciamos alagamentos, deslizamentos e tempestades que causaram destelhamentos. Agradecemos pelas orientações que nos ajudarão a saber como agir e também a auxiliar outras pessoas. Agora temos mais condições de ajudar no resgate e levar as pessoas para um local seguro, além de ensinar aos demais moradores,” comentou.

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Águas de Março

Antonina sofreu um dos maiores desastres do Litoral em 2011, conhecido como o desastre das Águas de Março. Naquela época, o volume de chuva concentrado em poucos dias resultou em inundações, alagamentos e deslizamentos. Essa tragédia afetou 1.281 casas, sendo que 287 precisaram ser evacuadas, deixando 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, além de prejudicar as redes de abastecimento de água e energia elétrica na região.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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