
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação expressiva registrou 404 votos favoráveis e 61 contrários, além de uma abstenção, consolidando o apoio pluripartidário ao parlamentar na Casa legislativa.
Com essa aprovação na Câmara, a indicação de Pacheco — que já havia sido aprovada pelo Senado na noite de terça-feira (1º) — segue agora para a etapa de promulgação pelo Congresso Nacional. O novo ministro chega para preencher a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no início desta mesma semana.
O papel do Tribunal de Contas da União
O Tribunal de Contas da União atua como o principal órgão de controle externo da administração pública federal no Brasil. Embora traga a palavra “tribunal” em sua denominação oficial, a instituição não faz parte da estrutura do Poder Judiciário. Na prática, o órgão exerce um papel fundamental de auxílio ao Congresso Nacional na fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta.
A tramitação para a escolha do novo ministro teve início com a apresentação do projeto de decreto legislativo (PDL 995/2026). A proposta que formalizou o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga foi protocolada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contando com a coassinatura de outros 20 parlamentares, reunindo apoio tanto de legendas da base governista quanto da oposição.
Trajetória e perfil profissional
Nascido em 1976 e natural de Porto Velho, Rodrigo Pacheco construiu uma sólida carreira jurídica e política. É bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e possui especialização em Direito Penal Econômico Internacional. Atuou profissionalmente como advogado criminalista e integrou o conselho seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Na vida pública, exerceu o mandato de deputado federal entre os anos de 2015 e 2018. Posteriormente, alcançou destaque nacional ao comandar o Senado Federal por dois biênios consecutivos, liderando a Casa nos períodos de 2021-2022 e 2023-2024.
Durante sua gestão à frente do Senado, Pacheco esteve no comando do Legislativo em momentos de intensa repercussão nacional, como a condução institucional durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, instaurada justamente na fase mais letal da crise sanitária global, marcada por episódios críticos como a escassez de oxigênio hospitalar em Manaus e o avanço gradual da campanha de imunização no país.
Ao longo de sua atuação parlamentar, também assinou a autoria de importantes propostas legislativas voltadas à modernização do marco legal brasileiro. Entre os projetos de maior destaque estão o marco regulatório da inteligência artificial (PL 2338/23), a atualização abrangente do Código Civil (PL 4/25), a criação do marco jurídico da Sociedade Anônima do Futebol (PL 5516/19) e a proposição do Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (PLP 121/24).
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br










